Música, fotos e partos

Gael, com três anos e um mês, no carro com sua mãe:

– Mamãe, na casa da vó Maía passa o Maique… Maique… é… Maique…
– Mike, o Cavaleiro, filho?
– Não, o Maique Djésson!

E, com a câmera no pescoço, brincando de tirar foto:

– Mamãe, eu sou fotófo também. Eu não faço o bebê nascê, eu só tio foto.

A mãe, que é uma fotógrafa conhecida pelo seu lindo trabalho com partos, precisa de uma pausa para se recuperar da emoção. Depois, pergunta:

– Então quem é que faz o bebê nascer?
– Ah, é a mamãe dele!

E a conversa continua um tempinho depois…

– Mamãe, aí o neném nasceu. Eu tiei foto, óla!
– Ah, que linda a foto, filho! E como ele nasceu, me conta?
– Na casa dele. Pela pepeca. Óla, que bunitinhu

fotografo

(imagem: gartic.uol.com.br)

 

Cabelo

A Cris, tia da Lucia, passava por uma daquelas fases em que sentia que precisava mudar tudo e começou, claro, pelo corte de cabelo. Radical, transformou os longos cabelos de bailarina em um corte “joãozinho”. 
Alguns dias depois, viajou para a casa da irmã e, como chegou de madrugada, para não acordar os sobrinhos, passou o restinho da noite no sofá da sala. 
Quando amanheceu, a Lúcia, com uns 3 anos, acordou e correu para a sala, já anunciando:
– A tia “Quis” chegou! A tia “Quis” chegou!
Tia Cris, então, abriu os olhos e viu que a sobrinha estava passando as mãozinhas no seu cabelo, com uma cara de “solidariedade total”. E antes de conseguir falar bom dia, ela escuta:
– Tia, fecha o olho e dorme que o cabelo cresce de novo…

Baby Dino

Pai e filho brincando de Tiranossauro, uma brincadeira cheia de mordidas e abraços…

– Filho, sabe que eu inventei essa brincadeira de dinossauro só para a gente ficar se abraçando? Eu adoro o seu abraço!


– Ah, papai. Se você queria abraço era só pedir, né?

 

(pausa reflexiva)

 

– Papai, você é mesmo um bebezão!

 

dinossauro(imagem: galeria.colorir.com)

Semente da coragem

Clara, com quatro anos e pouco, não conseguia se pendurar numa corda amarrada na árvore. Seu pai apareceu mexendo num potinho de sementes como se não soubesse de nada e disse:

– Olha essas sementes, Clara… Dizem que são muito poderosas… Quando alguém te dá uma, você consegue coragem para fazer qualquer coisa que tem medo… É só pedir! – e entrega a semente para a filha.

Clara, então, pega a corda, segura no nó mais alto, pega distância e pula balançando deliciosamente pendurada… Desce com um sorrisinho de canto e finge que nada aconteceu. Sua mãe observava tudo à distância.

Uma semana depois, todos foram passear em um parque com escorregadores enormes (que chegam perto “do” Deus, como Clara gosta de dizer). A pequena mostrou-se destemida! Subiu, desceu, correu… ufa! Voltando para casa, sua mãe pergunta:
-Nossa filha, hoje você arrasou, estava muito corajosa, muito bom! Você recebeu a sementinha da coragem de novo?

E Clara explicou:
-Não mamãe… ainda é o efeito da mesma!

menina_salto

(imagem: pixabay.com)

 

Futebol geográfico

O Pedro, com 3 anos e meio, estava em Florianópolis conversando com o Jairo, amigo da sua mãe, e resolveu contar algo que estava acontecendo na sua casa. Para entender melhor, o Jairo pergunta:

– Lá em São Paulo, Pedro?

De repente, ele fica muito bravo e responde:

– Nããão, Xão Paulo, não!

– Ué, mas como é o nome da sua cidade, então? – quis saber Jairo.

Nessa hora a cara feia desaparece, ele abre um sorrisão e diz:

Corinthiaaassss