– Mãe, tem presidente no fundo do mar?
– Não, filha, por quê?
– Porque seria melhor, né, para os tubarões não comerem os peixes.
– Não, filha, por quê?
– Porque seria melhor, né, para os tubarões não comerem os peixes.
Quando a bisavó do Miguel morreu, ele tinha 3 anos e meio e quis entender melhor tudo o que estava acontecendo conversando com seus pais:
– Por que vocês enterraram a minha bisavó na areia?
– Porque ela morreu, filho.
– E por que ela morreu?
– Porque estava velhinha
– E por que ela tava velhinha?
– Porque nasceu faz tempo.
– E por que ela nasceu?
Diante dos intermináveis porquês, a mãe do Miguel resolveu devolver a pergunta:
– Por que você nasceu, Miguel?
E, animado, ele responde:
– Pá bincá, pá durmi, pá acordá quando tiver de dia!
…………………..
E, já com 4 anos, ele retomou com os pais a conversa sobre a morte e o morrer…
– Todo mundo no mundo inteiro vai morrer, mãe?
– Sim, filho, quando fica velhinho, todo mundo morre.
– Todo mundo mesmo?
– Todo mundo.
– Ahhhh, mas eu sei de uma pessoa que nunca vai morrer.
Nesta hora, a mãe do Miguel pensou que ele iria dizer ele mesmo, ou ela, mas ele logo completou:
– O Papai Noel!
Davi, com quatro anos e dez meses, conversando com sua mãe:
– Mamãe, quando as pessoas ficam doentes existe conserto?
– Para cada tipo de doença, existe um tratamento que “conserta” – explica sua mãe, que também pede: – filho, coloca suas meias que está frio, pra você não ficar doente.
– Não vou colocar! Como eu fico doente? Com gripe?
– Sim.
– Hummmm… – pensou, pegou as meias, pediu ajuda pra recolocar e perguntou novamente: – Mamãe, quando a gente quebra alguns fósseis tem conserto?
(imagem: gartic.uol.com.br)
Melina, com 4 anos, foi visitar o aquário de Santos e ficou encantada com tantos peixes que vinham nadando em sua direção. De repente, ela surpreende sua mãe dizendo:
– Olha, que bonitinho, uma manada de peixinhos!
A mãe do Marcos, de quase quatro anos, trabalhou bastante nas últimas semanas. Quando chegou em casa, depois de uma viagem à Brasília e muitas conquistas importantes, o pequeno pulou no seu colo, deu-lhe um gostoso abraço e, quando colocou as duas mãozinhas no rosto da mãe, se emocionou. Quando ele percebeu que estava chorando, logo disse:
– Mamãe, tô chorando de rindo!
(imagem: mamaesdeplantao.blogspot.com)
Sofia, com 3 aninhos, quis passear com sua fantasia de Joaninha. Mas, quando uma senhora na rua disse:
– Que linda Joaninha!
Ela fez questão de explicar, com um pouquinho de braveza:
– Eu não sou uma joaninha, sou um ser-humano!
Miguel, 8 anos, conversando com o pai:
– Pai, o mundo vai acabar um dia?
– Sei lá, mas acabar como, filho?
– Morrer, se destruir em vários pedaços…
– Mas aí nós iríamos morrer?
– Não pai, iríamos ficar flutuando no espaço até encontrar outro planeta para viver…
– Entendi. E qual planeta você queria viver?
– Não sei, mas Marte não dá pois é muito perto do Sol…. Hum, acho que iria querer viver em Saturno para poder patinar nos anéis!
Iara, filha da Anninha, com dois anos, entrando no carro com sua mãe:
– Mamãe, dá a chave do cáo (carro) pá Iada (Iara)?
Anninha acha um pouco estranho, mas dá a chave e fica olhando a filha colocá-la direitinho na ignição. Quando termina, Iara diz:
– Ponto, mamãe! Pode DiGiri!
A Olívia, com dois anos, queria entender o que é trabalhar. Durante a explicação, seus pais disseram que um dia, quando estiver grande, ela provavelmente vai querer trabalhar também.
Depois de pensar quietinha por um tempo, ela olhou para uma enorme torre de telefonia que fica perto da casa (e que até então seus pais achavam horrenda) e disse, com imensa alegria:
– Ah, eu vou trabalhar ali, na torre de botões!
Pai e filho brincando de Tiranossauro, uma brincadeira cheia de mordidas e abraços…
– Filho, sabe que eu inventei essa brincadeira de dinossauro só para a gente ficar se abraçando? Eu adoro o seu abraço!
– Ah, papai. Se você queria abraço era só pedir, né?
(pausa reflexiva)
– Papai, você é mesmo um bebezão!