Diversas do Theo 7

Theo, com 4 anos e 3 meses, conseguiu colaborar bastante com o blog semana passada:

Brincando de médico 

– Mãe, já sei, Raio X é um raio que faz xxxxiissss, né?

Na escola

Depois de levar uma “chamada” (merecida) da professora:
– Sabe, se eu fosse você eu não seria assim tão mandono. Não é legal ser tão mandono.


Entregando uma lembrancinha de dia dos professores:
– Eu trouxe um presentinho, eu escritei todos os nomes, bem coloridos.

No pátio:
– Theo, por que você está gritando? Parece uma arara. – diz a professora.
– Não pareço, não, eu sou um menino. Arara grita em “ararês”! – responde o rapazinho.

Caminhando com sua mãe

 – Mãe, eu quero ser motorista de táxi, né?
– É, você já me contou, motorista de táxi, médico e marceneiro, né?
– É, eu quero porque o motorista de táxi fica pra lá e prá cá, levando as pessoas… ele não tem casa, né?
– Tem, filho, ele trabalha dirigindo, mas quando acaba volta pra casa, como todo mundo que trabalha fora de casa.
– Ah, tá bom.

Alguns raríssimos momentos de silêncio depois, ele  volta com sua infinita busca por entender os dias:
– Mãe, que dia é hoje? É amanhã?
– De novo, filho? A gente já conversou tanto sobre isso… Hoje é hoje, hoje é sexta-feira, tá bom?
– Mas hoje é dia do pai, da mãe, da criança?
– Não, acho que hoje não é dia de nada dessas coisas, mas depois a gente pesquisa.
– Não é dia do professor?
– Não, já passou, lembra?
– E quando é o dia do motorista de táxi?

É meu?

Marina é a filha caçula de três irmãos. Certa vez, quando ela tinha uns quatro anos e a família toda se arrumava para fazer uma visita, sua mãe pediu:

– Filha, penteia o cabelinho que daqui a pouco vamos à casa do Seu Jaime.
Marina se penteou e ficou bem arrumadinha, mas os irmãos e os pais estavam demorando muito, então, ela resolveu intervir:
– E aí? Mas que horas nós vamos na casa do Meu Jaime?

Perguntas e reflexões do Lúcio

Lúcio, com quase 6 anos, anda cheio de perguntas e boas reflexões:
– Mãe, existem quantos mundos?
– Mãe, a gente pode ir um dia pro deserto do Saara sem passar protetor?
– Mãe, eu queria tanto ter um dromedário de estimação!
– Mãe! Já sei o que quero ganhar de presente de 6 anos: um Tiranossauro Rex de pelúcia, uma luneta para ver as estrelas e um banho de mel!

– Mãe, cana de açúcar vem da natureza, né?
– É filho… – responde sua mãe.
– E cacau também vem da natureza, né?
– É filhinho…
– Então, chocolate vem da natureza e é saudável. Eu quero!

Galinha

Ian e Clarice, 3 anos, passeando no Parque da Água Branca:

– Olha, Nham, uma galinha Langola!
– Não, Cali, é uma galinha Gangola!
Langola!
Gangola!
– Ah, cada um fala do seu jeito, né, Cali?!

(E seguiram passeando de mãos dadas)

galinhadangola(imagem: pixabay)

Theo no hotel

No final de 2013, Theo (4 anos e 5 meses)  viajou com sua família para um hotel fazenda. Chegando lá, ele foi apresentado aos “tios” que faziam muitas brincadeiras com as crianças. 
No dia seguinte, Theo chegou no quarto com uma grande revelação:
– Pai, sabe de uma coisa?
– O quê?
– Eu vi que os tios na verdade são monitores!
Um pouco mais tarde, quando seu irmãozinho reclamava para passar o filtro solar, ele explicou:
– Ian, para de reclamar, tem que passar o protetor. É o protetor que protetora a gente.

E, durante um passeio com os cavalos, Theo descobre que o cavalo de sua mãe chama-se “Sensação”.

– Mãe, o Sensação é macho, né?
– É, o moço disse que é, lembra?
– É, né, porque se fosse fêmea tinha que chamar Sensaçona!

Mais anatomia humana

Assim como a Mariana, que descobriu que o papai tem pipi e ela tem umbigo, o Joaquim, quando tinha 2 anos e meio, também fez uma descoberta fantástica:
– Eu tenho peru! – constatou animado.
– Sim, Joaquim, você tem peru. – confirmou sua mãe.
– O vovô Xalá tem peru! O vovô Zé tem peru!
– E a vovó Lygia? – perguntaram para complicar.
Após uma longa pausa para pensar, surge então a resposta:
– Ah, a vovó Lygia tem peruca!!!
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E a Iara, de 1 ano e 11 meses, também vai entrar para o grupo de estudos de anatomia humana:

– As meninas tem xoxotaaaaaa!

– E os meninos? – quis saber sua mãe.

– Xuxutuuuuu!!!

Saaai!!!


Henrique, com 1 ano e 7 meses, insistia em passar por todos os lugares onde havia pessoas com seu “Saaaai!” pouco social. Seus pais sempre incentivavam o uso de “Dá licença”, que às vezes tinha efeito, repetido como “Licence” pelo pequeno.
Um dia, Henrique estava tomando banho com sua mãe e resolveu dar voltas pelo box, falando:
– Saaaaai!!!

Ao ser lembrado do “dá licença”, logo mudou sua solicitação para:

– “Licence”, mamãe.

Depois de muitas brincadeiras, quando ambos já estavam enrugados de tanto tempo na água, sua mãe perguntou:
– Henrique, quer SAIR do banho?

E, muito rápido ele fez questão de “corrigir”:
– “LICENCE”, mamãe!