Jéssica, que já passou um pouquinho dos trinta anos, teve um diálogo bem interessante com uma das crianças de seis anos do Instituto onde trabalha:
Download de bebês
Theo, ainda com 4 anos e 3 meses, gostou de ver o pai comprando aplicativos pela internet e entendeu, do jeito dele, como funciona uma loja virtual, com downloads etc.
Depois de “maquinar” bastante, ele quis explicar suas novas ideias acerca desse tema:
– Sabe, mãe, a barriga da mãe é uma loja onde a gente compra os bebês… (pausa)… Mas só as barrigas de mamães que têm os bebês, entendeu?
Atum espiritual
Diversas do Theo
Na hora do jantar…
Enrolaaando para comer, ele começa a contar os dedinhos da mão esquerda:
– Um, doisss, têiss, quato, cinco…
(pausa)
– Falta o seis, mamãe! Pecisa pô o seisss!!
(O que “pecisa” é ter uma paciência de Jó com esse figura…)
Em uma tarde, refletindo sobre sua vida de dois anos…
– Mamãe, o Theo não é mais bebezinho, o Theo é bebê, tá?
Voltando da casa do avô, com uma cara muito séria:
– Ô, mamãe, pecisa í no supetado pá compá chochoate!”
(eu mereço…)
6h da manhã, em casa…
Theo acorda e, na sequência, ouve-se uma campainha no prédio. Segue o diálogo:
Theo (muito animado): Quem cheDou?
Mãe (querendo MORRER de sono): Não é aqui, é no vizinho. Vai dormir, filho.
Theo: É no vizinho dIbaixo.
Pai (que desistiu de dormir): Não, Theo, é no vizinho de cima. Vai dormir, filho.
(Pausa… A mãe já estava sonhando, quando escuta…)
Theo: Huum, são doisss vizinhosss!
Obs: como pode um menino de dois anos ficar calculando vizinhos as 6h a.m.!!!
Absurdo
Hugo, com 6 anos e após uma longa e profunda reflexão:
– Mãe, eu acho um absurdo o universo ser infinito!
She-Ra!
Artur M. com 4 anos, anda em um momento vintage: quer assistir Caverna do Dragão, He-Man, She-Ra, Smurfs…
Dia desses, correndo, pulando e fazendo mil poses pelo caminho, ele deu seu grito de super herói:
– Pela onda de bacon!!!!!
(Sua mãe disse que quem adivinhar o que ele quis dizer ganha uma passagem para os anos 80 :).
Aranha no escritório
Heitor, com dois anos e oito meses, colocou sua fantasia e entrou correndo no escritório:
– Oi Homem-aranha! Como você está? – pergunta o pai, dando uma pausa no trabalho.
– Vermelho! – responde Heitor.
– Ah… que tal você dizer: eu estou pronto para amarrar os bandidos com minha super teia! – sugere o pai.
– Eu também! – anima-se o pequeno.
Sinceridade master
Téo, com 5 anos, foi visitar seu bisavô, que, todo orgulhoso, quis mostrar o quartinho de ferramentas para o bisneto. Durante a visita, o biso perguntou:
– E aí, o que achou, Téo?
E ele respondeu:
– Nossa… quanta coisa velha!
Outro dia, Téo chegou bem na hora da soneca do biso e logo falou:
– Você só nana? Vai trabalhar!
Alta estima (ou “ninguém tem um filho mais leonino do que eu”)
– Adoro você!
– Adoro você!
– Adoro você!
– Adoro eu mesmo!
Por Ana Saula



