Heitor, com dois anos e oito meses, fazendo seu cocô matinal. O pai ouve um barulho e comenta:
– Nossa, filho, esse foi grande hein?!
E Heitor responde:
– É, pelo barulho eu digaria que foi um meteoro!!
imagem: gartic.uol.com.br
Juju, com três anos, observando galinhas:
– Mamãe, galinha tem bumbum?
– Sim. – responde sua mãe.
– Pra quê?
– Huumm… pra fazer cocô ?! (risos)
– Ahhhh, então, a mamãe galona deve segurar a mão da galinha quando ela vai fazer cocô, que nem você segura a minha, né?
Gael, com dois anos, reparando nas diferentes fases da Lua:
– Óóóóla, mamãin, a lua! Tá quebada!
Lina, com 3 anos, um pouco brava com alguns alimentos:
– Papai, esta laranja é ogânica! Você gosta?
– Sim, e você?
– Eu não sou ogânica!
…
Com soninho, argumentando com sua mãe:
– Lina, tenta dormir sem chupar dedo, você sabe que não é bom pra você…
– Só mais um pouquinho, mamãe, até acabar!
…
E brincando com um amiguinho, sem medo das coisas da vida:
O Cauã, além de observar obras de arte no museu, também gosta de observar palavras:
A Olívia, com dois anos, queria entender o que é trabalhar. Durante a explicação, seus pais disseram que um dia, quando estiver grande, ela provavelmente vai querer trabalhar também.
Depois de pensar quietinha por um tempo, ela olhou para uma enorme torre de telefonia que fica perto da casa (e que até então seus pais achavam horrenda) e disse, com imensa alegria:
– Ah, eu vou trabalhar ali, na torre de botões!
Theo, com 3 anos e meio, desvendando a medicina alternativa…
– Theo, vem tomar a homeopatia! – chama o pai.
– Não, eu não vou tomar “oSEUpatia”, eu vou tomar “oMEUpatia”… (pausa reflexiva)… Ô pai, o que é patia? “É” bolinhas?
– Mamãe, quando você era bebezinha você já era minha mãe?
Ian (2 anos e 5 meses) no sábado:
– Mamãe, eu tô ficando gande, poque eu vô apendê a fazê cocô no piLico!
– Sim, meu amor! – diz a mãe empolgadíssima já pensando em acender uma vela p/ Nossa Senhora do desfralde natural…
Ian no domingo:
– Vô fazê cocô…
– Oba, filho! Vamos pro penico?!
– Não, mamãe – e fazendo carinho no rosto da mãe, completa – eu não sou gande não, eu quelo fazê na faldinha, tá bom?

(E la vamos nós com dois passos p/ frente, um p/ trás, muitas fraldas mas também muita fofurice 🙂 )