Paternos

Theo, com 4 anos e 7 meses, durante o café da manhã:

– Sabe, tem gente que é tio e tem gente que é pai.
– É, tem gente que não tem filho, tem gente que tem sobrinho, mas também tem tio que depois de ser tio tem filho e vira pai também – complica sua mãe.
– Mas tem gente que nasceu pra ser tio e tem gente que nasceu pra ser pai. Eu nasci pra ser pai.
(e ponto final! :))

Luca, com 5 anos e 8 meses, viajando com a família:

– O que você quer ser quando crescer, Luca? Piloto? – pergunta sua avó.
– Eu quero ser pai – responde o outro paterninho.

Lição com dramalhão

Beatriz, com 6 anos, tinha bastante lição de casa para fazer.

– Beatriz, vai fazer a lição. – pede sua mãe.
 – Já vou, mamãe, estou com fome. – explica Bia.

Meia hora e uma bisnaguinha com nutella, mais tarde… 

– Beatriz, vai fazer a lição! – pede, com mais ênfase, sua mãe. 
 – Já vou mamãe, estou com sono.

Mais uma hora e muitos desenhos depois… 

– Beatriz, vai fazer a lição!
 – Já vou mamãe, estou com dor de barriga. – responde Beatriz,  já com um início de dramatização.

Mais meia hora… 

– Beatriz, vai fazer a lição! 
 – Não consigo, mamãe… – e a dramatização fica mais elaborada…

– Beatriz, pára de se fazer de coitada e vai fazer a lição!
 – Eu não tô me fingindo de coitada. Eu sou coitada!!! – finaliza a mocinha, que, depois de exercitar bastante sua veia artística, conclui a lição rapidamente, às 17h30.


Mil folhas (de queijo)

-Theo, você quer uma pizza de abobrinha ou de quatro queijos? – pergunta o pai para o rapazinho com quatro anos e nove meses.

-Eu quero uma pizza de trinta queijos… não! De quarenta queijos! Aliás, de cinquenta queijos!

E enquanto o pai pensava sobre o que leva um mocinho desse tamanho a dizer “Aliás”, Theo continua:

-Não, de cem queijos!… (para e pensa) … Pai, qual é o último número de todos?

 queijo-546x210crédito da imagem: Africa Studio

Privatização

A Lúcia (que já está pra fazer vestibular!) tinha 3 pra 4 anos e estava assistindo, muito séria, o Jornal Nacional. A notícia do dia era a privatização da Telebrás. De repente, ela saiu correndo e gritando:

– Mãe! Mãe!

– O que foi minha filha?

– O Fernando Henrique vendeu o nosso telefone!