Miguel, com 2 anos e 7 meses, andando na rua com sua mãe:
– Mamãe, o que é isso no céu? – pergunta apontando para cima.
– Um helicóptero, filho. – responde sua mãe.
– Muito bem, mamãe. Isso mesmo! (festeja nosso super pedagogo :))
Sashimi
Sem compromisso
Faltou o GPS
Theo, com 4 anos e 8 meses, resumindo a História do Brasil:
– Sabe, antes no Brasil só tinha os índios, aí vieram os porCugueses e pegaram a terra dos índios.
– É? – pergunta sua mãe, sem querer atrapalhar o raciocínio.
– É, mas, sabe, os porCugueses não sabiam onde era o Brasil, eles tavam tentando chegar na China e erraram o caminho… (e começa a rir sozinho)… ai, que perdidos!
Semente da coragem
Clara, com quatro anos e pouco, não conseguia se pendurar numa corda amarrada na árvore. Seu pai apareceu mexendo num potinho de sementes como se não soubesse de nada e disse:
– Olha essas sementes, Clara… Dizem que são muito poderosas… Quando alguém te dá uma, você consegue coragem para fazer qualquer coisa que tem medo… É só pedir! – e entrega a semente para a filha.
Clara, então, pega a corda, segura no nó mais alto, pega distância e pula balançando deliciosamente pendurada… Desce com um sorrisinho de canto e finge que nada aconteceu. Sua mãe observava tudo à distância.
Uma semana depois, todos foram passear em um parque com escorregadores enormes (que chegam perto “do” Deus, como Clara gosta de dizer). A pequena mostrou-se destemida! Subiu, desceu, correu… ufa! Voltando para casa, sua mãe pergunta:
-Nossa filha, hoje você arrasou, estava muito corajosa, muito bom! Você recebeu a sementinha da coragem de novo?
E Clara explicou:
-Não mamãe… ainda é o efeito da mesma!
(imagem: pixabay.com)
Diversas do Theo 7
Theo, com 4 anos e 3 meses, conseguiu colaborar bastante com o blog semana passada:
Brincando de médico
– Mãe, já sei, Raio X é um raio que faz xxxxiissss, né?
Na escola
Depois de levar uma “chamada” (merecida) da professora:
– Sabe, se eu fosse você eu não seria assim tão mandono. Não é legal ser tão mandono.
…
Entregando uma lembrancinha de dia dos professores:
– Eu trouxe um presentinho, eu escritei todos os nomes, bem coloridos.
…
No pátio:
– Theo, por que você está gritando? Parece uma arara. – diz a professora.
– Não pareço, não, eu sou um menino. Arara grita em “ararês”! – responde o rapazinho.
…
Caminhando com sua mãe
– Mãe, eu quero ser motorista de táxi, né?
– É, você já me contou, motorista de táxi, médico e marceneiro, né?
– É, eu quero porque o motorista de táxi fica pra lá e prá cá, levando as pessoas… ele não tem casa, né?
– Tem, filho, ele trabalha dirigindo, mas quando acaba volta pra casa, como todo mundo que trabalha fora de casa.
– Ah, tá bom.
…
Alguns raríssimos momentos de silêncio depois, ele volta com sua infinita busca por entender os dias:
– Mãe, que dia é hoje? É amanhã?
– De novo, filho? A gente já conversou tanto sobre isso… Hoje é hoje, hoje é sexta-feira, tá bom?
– Mas hoje é dia do pai, da mãe, da criança?
– Não, acho que hoje não é dia de nada dessas coisas, mas depois a gente pesquisa.
– Não é dia do professor?
– Não, já passou, lembra?
– E quando é o dia do motorista de táxi?
Coração
Luca, com 5 anos e pouco, aprofundando seus conhecimentos sobre cardiologia:
– Pai, o coração tem coração? Dentro dele tem coração?
Diversas do Lúcio 2
Lúcio, agora com cinco anos e nove meses, volta a contribuir com suas perguntas e reflexões:
– Mãe, sabia que cada um tem seu próprio mundo e quando espreguiça e abre os olhos de manhã, sai do mundo só seu e entra no mundo real?!
…
– Mamãe, quando eu tiver 23 anos, eu vou ser presidente! E eu não vou deixar ter nenhuma fumaça, só a fumaça das cozinhas… e das fogueiras das festas também!
…
– Mãe!!!! Existe um pai de uma mãe, que é mãe desse pai?
(imagem: sustentabilidadeparacriancas.blogspot.com)
Vacas estrangeiras
Olívia, com 5 anos, aprendendo diferentes idiomas:
– Mamãe, ‘mon amour’ é uma vaca falando de amor?


