Desafios da vida

Jéssica, que já passou um pouquinho dos trinta anos, teve um diálogo bem interessante com uma das crianças de seis anos do Instituto onde trabalha:

– Oi! Tudo bom? Meu nome é Jéssica e eu sou psicóloga.

– Oi! Tudo bem.

– Você sabe o que uma psicóloga faz?

– Não…

– Eu ajudo as pessoas. Posso ajudar a resolver problemas, por exemplo. Você tem algum?

– Sim! Eu não consigo passar de fase no meu jogo… Você me ajuda?

Mamãe cocó

Juju, com três anos, observando galinhas:

– Mamãe, galinha tem bumbum?

– Sim. – responde sua mãe.

– Pra quê?

– Huumm… pra fazer cocô ?! (risos)

– Ahhhh, então, a mamãe galona deve segurar a mão da galinha quando ela vai fazer cocô, que nem você segura a minha, né?

galinhapintinhoimagem: meusdesenhosparacolorir.blogspot.com

Celular

Ana adora brincar de falar no celular com a sua terapeuta.

No primeiro dia em que propôs a brincadeira, ela demonstrou estar muito bem entrosada com as novas formas de comunicação.

– Então, Ana, o que você quer fazer hoje? Vamos continuar montando o quebra-cabeça?

– Não, vamos brincar de casinha? A gente é amiga e tem celular. Aí você me liga.

– Tá bom, então vou te ligar, atende aí: “Trrrriiim, trrrriiim”!

– Que é isso?

– Ué, o telefone tocando…

– Mas o telefone não toca assim.

– Ah, é mesmo, eu me esqueci… é que na época em que eu brincava de falar no telefone eles tocavam assim (risos). Agora vou fazer direito, vamos la! “Tãnãnãnãnã, tãnãnãnãnã”!

– Ah não, o meu celular não toca assim, não.

– Mas você nem tem celular. E o meu toca assim, oras… Bom, ok, me liga você, que eu atendo, então.

– Tá! Atende aí (começa a cantar, animadíssima): “I’m a barbie girl, in a barbie wooorld!”

Liberdade assistida

Paulinho, com 5 anos, precisou acompanhar o pai em um dia de trabalho no escritório. Mesmo com algumas tentativas de entretenimento oferecidas pelos colegas do pai, ele ficou entediado, e resolveu riscar as paredes da sala.

Após uma bronca das grandes, Paulinho ficou muito bravo e declarou:

– Vou fugir de casa! 

Decidido, pegou sua mochilinha e foi em direção à porta. Mas, antes de sair, completou:

– Você me leva, papai?