Anão
Enzo, com quase 4 anos, buscando compreender a variedade da nossa Língua Portuguesa:
– ANÃO é um homem pequenininho… então, ASSIM é um homem grandão??
Valente
Alice, com toda experiência dos seus 4 anos e a sensibilidade de uma garota esperta:
– Por que a Merida não tem príncipe? É por que ela é corajosa?
Brinquedos e brinquedas
A mãe de Artur, de 5 anos, conversou bastante com ele sobre questões de gênero, esclarecendo que brinquedo é brinquedo e não precisamos dividir “brinquedo de menina” e “brinquedo de menino”.
Artur concordou com todas as colocações, mas no final da conversa, lançou:
– Tá bom, mamãe, entendi. Mas eu não quero nem passar batom e nem pintar a unha, tá?
O nariz
Theo, com 3 anos, e suas observações anatômicas e escatológicas:
– Ah, eu já sei para que serve o bulaquinho do nariz?
– Para quê, filho? – pergunta sua mãe
– Para guardar as catotas!
Irmãos distantes
Pra que contar carneirinhos?
Theo, com 5 anos, conversando com o pai antes de dormir:
– Boa noite, filho.
– Pai, sabe o que tem dentro da minha cabeça agora?
– O quê?
– Tem uma linha retângula, que tem uns risquinhos e uns números. São duas linhas retângulas uma assim e uma assim (mostra com a mão uma linha vertical e uma horizontal), aí tem os números e eu fico contando, sabe?
– Seeei. Boa noite, filho.
– Boa noite.
Obs: o pai do Theo é programador e a mãe ficou bem preocupada com essa herança genética se manifestando 🙂
Imagem: pixabay
(história enviada pelo Mauricio)
Muito melhor que a Disney!
O pai do Martin é repórter e costuma lhe contar histórias de países distantes, quando volta das viagens a trabalho.
Certa vez, quando Martin tinha 4 anos, perguntaram para onde ele gostaria de passar as férias e a resposta veio rapidamente:
– Eu quero ir para o Parquestão!!!
Danças
Faltou o GPS
Theo, com 4 anos e 8 meses, resumindo a História do Brasil:
– Sabe, antes no Brasil só tinha os índios, aí vieram os porCugueses e pegaram a terra dos índios.
– É? – pergunta sua mãe, sem querer atrapalhar o raciocínio.
– É, mas, sabe, os porCugueses não sabiam onde era o Brasil, eles tavam tentando chegar na China e erraram o caminho… (e começa a rir sozinho)… ai, que perdidos!


