Mamãe cocó

Juju, com três anos, observando galinhas:

– Mamãe, galinha tem bumbum?

– Sim. – responde sua mãe.

– Pra quê?

– Huumm… pra fazer cocô ?! (risos)

– Ahhhh, então, a mamãe galona deve segurar a mão da galinha quando ela vai fazer cocô, que nem você segura a minha, né?

galinhapintinhoimagem: meusdesenhosparacolorir.blogspot.com

Palavrão

Théo, com 3 anos e pouco, dia desses surpreendeu sua mãe dizendo:
– BUNDA!
 Depois de uma leve repressão, ele se defendeu:
– Mamãe, mas BUNDA é um palavrão simples.

– Como assim, filho? Quem te falou essa história de “palavrão simples”- quis saber sua mãe.

– Eu, mamãe, porque tem outros palavrões que não são simples e são MUUUITO feios.

Com medo da resposta, ainda assim sua mãe perguntou:
– Quais por exemplo, Théo?
 
E ele prontamente repondeu:

CALABOCA. Calaboca é um palavrão não-simples!

Muito melhor que avião

O Enzo é um menino super esperto, de olhinhos azuis e que adora aviões. Sua casa fica ao lado da pousada dos seus pais, em um lugar paradisíaco onde eventualmente passam helicópteros e outras aeronaves.

Certa vez, meu marido, Mauricio, foi puxar conversa enquanto o pequeno brincava empolgado:

– Que legal este avião, Enzo!

– Isso não é avião, é um heptópteto! – respondeu com aquela cara de “mas você não sabe de nada mesmo, tsc,tsc…”

No dia seguinte, Enzo estava brincando novamente e, dessa vez, parecia que finalmente era um avião…

– Ah, agora é um avião, né? – quis confirmar Mauricio.

Mas Enzo mais uma vez teve que explicar:

– Nããão, isso não é um avião, você não tá vendo que isso aqui é um Fodete?!!

Alta estima (ou “ninguém tem um filho mais leonino do que eu”)

Família brincando no tatame do quarto; um abraça o outro, todos abraçam todos. Theo, com 4 anos e 8 meses em um dia bem humorado, distribuiu muitos beijinhos e abraços entre o pai, a mãe e o irmãozinho. Até que se empolgou e, entre um carinho e outro, declarou animado:

– Adoro você!
– Adoro você!
– Adoro você!
– Adoro eu mesmo!
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Ilustração especialmente feita para o Blog!
Por Ana Saula

Auto controle

Eric vivia se metendo em encrencas. Com 5 anos, já havia sido convidado a se retirar de duas escolas anteriores. A coordenadora pedagógica da escola atual estava tentando uma abordagem diferente, insistia em manter conversas periódicas com Eric, dando espaço para ele falar mais, lembrando sempre que era importante que ele percebesse melhor seus sentimentos, que se controlasse e extravasasse a raiva de outras formas que não fosse batendo nos colegas.
Em um certo dia, Eric entra na sala da coordenação com o rosto bem vermelho e tentando respirar fundo.
– O que foi Eric? – pergunta a coordenadora preocupada.
– É que eu tô se controlando, tô se controlando!