Pérolas do Joaquim

Joaquim tem quase cinco anos e muitas histórias pra compartilhar. Algumas de suas conversas já foram publicadas aqui. Ele também é irmão do Tomás e filho da Anne – querida parceira no Mamatraquinha… E para não sermos acusadas de nepotismo lá na página pública, vou fazer um post “colar de pérolas” pra enfeitar a página do Conversas de Gente Grande 🙂

 

Tatoo

tatoo

 

 

 

 

 

– Mãe, tatuagem não sai?
– Não sai.
– Como você fez para ela ficar aí para sempre?
– Eu fui num tatuador. Ele usa uma maquininha com agulhas, que coloca a tinta dentro da pele.
– Ah. Tá.

(um mês depois)

– Se a tinta está dentro da pele, como ela aparece para fora?

 

Existe pergunta depois da morte…

livros

 

 

 

 

 

– Por que o gato da vovó morreu?
A mãe já deu todas as explicações possíveis.
Ele quer aquela que ela não sabe responder – o que é morte, o que é vida…
então, resignada, ela responde:

– Não sei.
– Então pesquisa.

 

Sem luz, com lógica

escuro

 

 

 

 

 

– Mãe, eu não gosto de escuro.
– Por que filho?
– Porque não.
– Ah, mas “porque não” não é resposta.
– Então, porque sim.

 

Inseminação

sementes

 

 

 

 

 

– Mãe, eu já descobri por onde os bebês nascem!
– Sério filho? Por onde?
– Não é pela vagina, mãe.
– Então sai por onde?
– Pelo umbigo.
– Ah tá.
– Mas ainda não sei por onde entram.
(dias depois…)
– Mãe! Descobri como os bebês chegam nas barrigas das mães!
– Sério filho? Como eles chegam?
– Vocês comem sementes.

 

Irmão com restrição

proibido

 

 

 

 

 

– Joaquim, eu terei outro filho se vc me ajudar a cuidar.
– Tá bom. Mas não pode ser bebê e não pode ser menina.

 

Beatle Monkey

beatles_desenho

 

 

 

 

 

 

 

(foto arquivo pessoal, Anne Rammi)

– E esse é o John…?
– Lennon!!
– Isso meninos! E esse é o George…?
– Curioso!!!!

 

CNV.soquenao

karate

 

 

 

 

 

A mãe em uma tentativa falida de mediação de conflitos:

– Eu vou ter uma conversa muito séria com quem bater E com quem apanhar!

(Cara de mãe, mãozinha na cintura).

– Mamãe, sabia que o Tomás bate E apanha?

(Cara de malandro, dedinho na cara da Anne).

 

imagens diversas: pixabay.com

Brinquedos e brinquedas

A mãe de Artur, de 5 anos, conversou bastante com ele sobre questões de gênero, esclarecendo que brinquedo é brinquedo e não precisamos dividir “brinquedo de menina” e “brinquedo de menino”. 
Artur concordou com todas as colocações, mas no final da conversa, lançou:

– Tá bom, mamãe, entendi. Mas eu não quero nem passar batom e nem pintar a unha, tá?

Vida animal

Rodrigo, com 3 anos e meio, ouviu os tios conversando e começou a repetir dois palavrões: “Talaio” e “Biado”. Mesmo com a família ignorando, tentando mudar o foco, ele ficou por vários dias repetindo em diferentes situações:

Talaio! Biado! Talaio! Biado!

Tempos depois, sua mãe teve uma ideia e resolveu recorrer a um livro de animais para chamar a atenção de Rodrigo. Folheando as páginas, ela explicou:

– Olha, filho, sabe aquela palavra que você gostou? Tá aqui, ó: ve-a-do, é esse bichinho aqui, viu?

E Rodrigo, bastante interessado, completou:

– Vi, legal, e cadê o Talaio?

Vestido Fashion

A mãe da Julia tinha uma festa para ir e permitiu-se uma extravagância naquele mês: comprou um vestido digno de premiação do Oscar.
– Olha, filha, que lindo o vestido que a mamãe comprou!
Julinha concordou, mas não demonstrou muito interesse, estava mais entretida com a sua brincadeira de recortar bonequinhas de papel.
Já no inicio da noite, sua mãe estranhou o prolongado silencio da casa e achou melhor ir ver como estava a filha.
– Ju, o que você esta fazendo, amor?
– Brincando de recortar, mamãe.
– Ainda, filha? Nossa, você gostou mesmo desse negocio de recortar bonequinhas, hein?
– Não, mamãe, agora eu estou brincando de costureira. Olha só os bolsos que eu recortei no seu vestido! Agora ele ficou muito mais lindo!!

Fases da Lua

Rita, com dois anos, já se interessava pelos fenômenos da natureza e demonstrou uma percepção que pode enriquecer o trabalho de muitos astrônomos.

Certa vez, passeando com seu pai à noite, ela prestou atenção na Lua, que estava naquela fase  em que vemos metade do disco, no período em que a parte iluminada está em crescimento, e disse:

– Olha, papai, a Lua Risente!

Túnel

Clara, com dois anos e pouco, conversando com a mãe…

Assistindo um clipe do Palavra Cantada:

– Mamãe, quem é esse?
– Você já sabe filha.
– É Arnaldo Antúnel, é??

Voltando de Bertioga, litoral de São Paulo:

– Mamãe, olha o túnel!
– Nossa que legal, né, filha?
– Mamãe, lá fora tá ispelando a gente. A gente já tá chegando…

tunnel

imagem: pixabay

história enviada pela Graziela