Como se engravida?

Quando estava para ganhar uma irmãzinha, Teresa não se contentou com a primeira explicação que recebeu sobre o processo de concepção…
– Mãe, mas como é que o pai coloca o filho dentro da mãe? – perguntou a curiosa.

A mãe, que foi pega de surpresa, ficou muda e começou a pensar qual seria a melhor resposta… Mas Teresa, impaciente, já interrompeu seu raciocínio:

– O que foi? Não lembra mais como faz???

Frutos do mar e maionese

Theo, ainda com quatro anos e nove meses, saindo da escola e voltando no carro:

– Se existe cavalo marinho, existe vaca marinha? – pergunta o mocinho.
– Não, mas existe Peixe-boi… – responde sua mãe.
– Tá.
– E como foi na escola hoje?
– Foi legal, a Letícia foi, mas a Sofia faltou.
– Ela deve estar viajando.
– Ela tá viajando na maionese! (Rindo sozinho). Ô, mãe, como é que viaja na maionese?
– É um jeito de falar, né, filho. Quando alguém está distraído, não escuta o que o outro diz ou quando tá pensando em muitas coisas e nem percebe o que acontece na hora.
– Tá.
Após raro momento de silêncio, a mãe muda o caminho para comprar produtos de limpeza.
– Ô mãe, onde a gente tá indo?
– No supermercado.
– Onde?
– No supermercado!
– Onde?
– No supermercado!! Que foi, Theo, tá com o ouvido sujo?
– Não, né, mãe, tô viajando na maionese! (E volta a dar risada, feliz da vida)

maionesecrédito da imagem: guiadoscuriosos.com.br

Diversas do Theo 4

Theo, com 3 anos e 9 meses, segue com suas contribuições…

Apresentando uma espécie de teatro:
– Preparem-se! Vai começar!
– Esperem-se! (arruma um brinquedo)
– Pronto! Olhem-se!

Voltando do cinema e contando sobre o filme:
– Foi bem legal, mas eu fiquei com um pouco de medo. Quando o jacaré apareceu, minha bunda pulou!

Narrando o movimento do elevador, quando foi buscar a pizza com o pai:
– Agora o elevador tá abaixando (na ida)
– E agora o elevador tá encimando (na volta).

Admirando o pôr do Sol:
– Olha, agora já tá anoiecendo!

Com uma virose forte e seu jeito dramático e metódico de ser:
Sua mãe fala:
– Filho, já vai melhorar, o Vô Luisinho vem te examinar aqui em casa e…
E ele responde muito preocupado e com voz de sofrimento: 
– Mas ele vem com roupa de médico?

Brincando de médico:
– Eu sou o médico, você é a enfermeira (para a mãe). Vou examinar esse bebê (pega um boneco).
– Ok, Dr. – responde a mãe.
– Enfermeira, pega o estetoscópico, por favor.
– Tá aqui, Dr.
– Obrigado. (examina o bebê). Ih, o bebê tá chorando. Enfermeira, canta uma música bem relaxosa pra acalmar o bebê, tá bom?

Montando um quebra-cabeça/livro:
– Essa peça é a maior de todas, é gigrande!

Criando palavras:
– Theo, pega a fita crepe lá no quartinho, por favor – pede a mãe.
– Onde? No quartinho da lavandeíra?

Em processo de recuperação da virose:
– Filho, como você está se sentindo?
– Ah, eu tô bem melhor, não tô mais molinho, não, já tô todo duro de novo.
 

Sangue e ossos

Theo, continuando suas explorações anatômicas:

– Vamos brincar, pai? – convida o mocinho.

– Theo, o papai não pode brincar agora, porque ele tá com o dente sangrando. – explica sua mãe.

(pausa reflexiva)

– Ô mãe, o dente é feito de osso, osso não sangra!

– Tem razão, mas o dente fica na gengiva e a gengiva dele tá sangrando, porque o dentista mexeu lá e saiu sangue.

(nova pausa)

– E onde fica a gengívia? (coloca a mão) Aqui embaixo dos lábio?

Deus e anjo da guarda

Alice é irmã da Rita e também tem ótimas histórias para compartilhar com a gente:

Quando tinha 5 anos, durante uma tarde chuvosa e com o carro quebrado, precisou pegar um táxi com sua mãe para voltar para casa. O trânsito estava praticamente parado e, no meio do percurso, Alice ficou com sede e reclamou insistentemente por água. 

Diante da dificuldade toda da situação, a mãe pediu para ela esperar, para ela entender, e deve ter usado argumentos bem tocantes, porque Alice não só parou de reclamar, como ainda completou:
 
 – Também… Não sei porque Deus foi me fazer assim com tanta sede!

………….


E quando não está com sede, Alice adora passear e não gosta nada de ficar parada em casa. Com dois anos e pouco, foi rezar junto com a avó e no final da prece, ouviu:

– Anjinho do céu, guarda mamãe, guarda papai, guarda Alice…

E interrompeu na hora, bem determinada:

– Alice não! Não guarda a Alice, não, porque ela quer passear!

Frio? Por Deus…

Vinicius tem seis anos e, mesmo em dias dias de muito frio, detesta se agasalhar. Ele vai passar um dia inteiro com amigos do curso de Inglês e se recusa a colocar uma blusinha de frio. 

Certa vez, com os termômetros marcando oito graus, sua mãe não aguentou e colocou muitos casacos em Vinícius. Bem contrariado, ele tentou explicar:

– Mãe você é OBSESSIVA! Parece doida me enchendo de blusas, não tô com frio!

Até hoje ninguém sabe de onde ele tirou esse “diagnóstico psiquiátrico” para a mãe :), mas a explicação de Vinicius para sua falta de frio (e também para outras atitudes diferentes) é a fala:

– Foi Deus que me fez assim!