Marina é a filha caçula de três irmãos. Certa vez, quando ela tinha uns quatro anos e a família toda se arrumava para fazer uma visita, sua mãe pediu:
Audição apurada
Ana Luisa, com 3 anos, e dificuldades para escutar:
– Mãe, eu não OUVO nada.
– Ana Luiza, não é assim que se fala. O certo é “OUÇO”. OVO é de galinha. – explica sua mãe.
E a pequena, logo conclui:
– E OSSO é de cachorro!.
Cada um com a sua voz
Tsu é um menino bastante observador, que adora conversar e compartilhar suas opiniões.
Certa vez, quando estava com 3 anos e meio e participando de uma aula de música, ele ficou muito intrigado com o fato do professor estar rouco.
Ao longo das canções, foi ficando inconformado, até que perguntou, já tentando resolver a situação:
– Ô, Tanã, por que você não fala com a voz que é sua, hein?
A chegada da Primavera
Diversas do Theo – 8
Theo, com 4 anos e 4 meses, em dois momentos das últimas semanas:
Na escola
– Theo, eu já pedi para você parar e eu não estou de brincadeira – diz a professora.
– E eu também não estou de brincadeira, estou de… maldição! – responde o “príncipezinho”.
Passado um tempo, ela tenta ignorá-lo para ver se muda o foco, mas ele insiste em chamar a atenção com provocações…
– Theo, eu não estou conversando com você agora.
– Mas eu estou conversando com você! (pausa e mudança de expressão com um sorriso falsinho) – Oi, Grazi! Tudo bem?
Em casa
Com o pai, depois de irem juntos ao dentista:
– Pai, o seu médico de dentes queria ser médico de dentes quando era criança, né?
– Provavelmente sim, filho.
– E você, o que queria ser quando era criança?
– Ah, eu queria ser muitas coisas, algumas eu sou, outras não… eu já quis ser médico, médico de cachorro…
– Médico de cachorro? – interrompe Theo, achando muito engraçado. – Médico de cachorro não existe, né, pai? Você tá falando do veterinário?
Sinceridade familiar
Theo, com quatro anos e nove meses, brincando com o pai e apertando seu nariz:
– Ei, para com isso, você tá apertando meu nariz por que eu sou narigudo? – protesta o pai.
– Nãão, você não é narigudo, papai…
E o pai, por alguns segundos, sente que está fazendo sucesso, até que Theo completa:
– Narigudo você não é, papai, você é barrigudo…
…
E coversando com a mãe sobre o livro que ela acabara de receber da editora:
– Theo, você quer ver o livro da mamãe?
– Quero. (folheia). Foi você que escreveu e que desenhou?
– Não. Eu escrevi. Mas os desenhos, olha, foi uma amiga da mamãe que fez.
– Ah, bom. Porque você sabe escrever, mas não pinta muito bem, né?
crédito da imagem: arquivo pessoal
Consciência holística
Oposto
Festa genial
Artur, com 4 anos e pouco, voltando da “balada”.
– Ahã. Tinha um escorregador e outras coisas do gênio.
Diversas do Theo 3
Theo, com 3 anos e 8 meses, cada vez mais ativo aqui no blog…
Sem misticismo
Depois de uma tempestade, entram raios de sol pela janela, que passam por um cristal pendurado e se decompõem em uma dezena de reflexos coloridos, dançando na parede.
Theo pergunta:
– Olha, o que é isso, pai?
E o pai, querendo estimular a imaginação, responde:
– Não sei, filho. Acho que são mosquinhas que vieram do espaço!
Alguns segundos depois de examinar a situação, o pequeno observa:
– Não, pai. Eu acho que é a luz do sol que passou pelo vidrinho e fez isso.
Advérbio de modo cuidadoso
– Mãe, a gente tem que guardar essas pecinhas comcuidadomente, tá?
Irmão mais velho
Conversando com a avó, sobre ser um irmão mais velho:
– Tetheo, você é o irmão mais velho, precisa proteger seu irmãozinho e não assustá-lo gritando. Você é o protetor.
– Tá maluca, vó, protetor é solar, a gente usa na praia!
Filosofia profunda
– Pai, quando o planeta vai acabar?
– Ah, o planeta não acaba assim, filho.
– Por que não acaba? Ele não começou? Se começou, tem que acabar!


