O bilhete

Theo, que nunca foi um exemplo de boas maneiras, ficou ainda mais difícil com a chegada do irmão.

Em um dia complicado, voltando da escola, segue o diálogo:

– Filho, está escrito aqui na sua agenda que você está mordendo os amigos… A gente já conversou sobre isso, né?
– Quem escritou isso?
– Sua professora.
Poquê?
– Porque eu pedi para ela me avisar quando acontecer alguma coisa que a gente precise conversar em casa. E não é legal morder os amigos. Você já sabe, você gosta que mordam você?
– Não!
– Então, os amigos também não gostam. Você vai parar de morder os amigos?
– Não! Eu vou pegá uma borracha e vou apagá esse bilete!

Tiro ao álvaro no museu

Cauã, com 5 anos e meio, foi ao museu e observou muitas coisas.

– O que você viu no museu? – pergunta sua madrasta.

– Desenhos de gente morta. – responde Cauã.

– Que tipo de desenho?
– Tinha um que… “♪ ♫ de tanto levar, flechada do seu olhar ♪ “… FLECHADA! Ele morreu com 5 flechadas!

(E viva São Sebastião, retratado com flexas no peito).

Miguel, partos e reencarnações

Miguel, após conhecer sua prima que acabara de nascer e mostrando-se bem informado sobre a fisiologia reprodutiva feminina:
– A Jaci, com essas bochechas enormes…nossa…deve ter sido difícil passar pela xoxota da tia Nani pra nascer!
E recorrendo a “filosofia reencarnacionista” para argumentar com sua mãe:
– Mãe, sabe porque eu não posso dar para o Benjamim essa bicicleta que ficou pequena para mim? Porque quando eu morrer e nascer outra vez, eu vou ter 5 anos de novo, então, tenho que deixar ela guardadinha.

Desafios da vida

Jéssica, que já passou um pouquinho dos trinta anos, teve um diálogo bem interessante com uma das crianças de seis anos do Instituto onde trabalha:

– Oi! Tudo bom? Meu nome é Jéssica e eu sou psicóloga.

– Oi! Tudo bem.

– Você sabe o que uma psicóloga faz?

– Não…

– Eu ajudo as pessoas. Posso ajudar a resolver problemas, por exemplo. Você tem algum?

– Sim! Eu não consigo passar de fase no meu jogo… Você me ajuda?

Meu Vizinho!

Sarah, com 2 anos e meio, conversando com os avós na porta de casa:

-Sarah, olha ali o Seu Montoro – diz a avó apontando para o vizinho que se aproxima. 

– É meu! MEU MONTOLO! – briga Sarah.

– Não, Sarah, é “SEU”. Seu Montoro é ele.

– É MEEEEEEEU MONTOLO! – não se conforma a mocinha, que já pode bater um “papo pronominal” com o Theo e com a Marina.

(E daria para ficar discutindo horas de quem é o Montoro).