Skype de cristal

Conversa por Skype no intervalo de um  jogo da Copa do Mundo:

– Tia, que horas são aí? – pergunta Valentina aqui do Brasil.

– Oito da manhã. E já é quarta feira – responde Maria, lá da Nova Zelândia.

– Nossa, 8 da manhã?!

– É, Valen, aqui eu já estou no futuro…

– Tia, e o Brasil ganhou o jogo aí??

copadomundoimagem: wikipedia.org

 

Elefante

A mãe dirigindo e Ian, com 2 anos e meio, na cadeirinha do carro e com um livro emprestado de um amiguinho nas mãos:

Óia, mãe, esse lívo tem gilafa, zêba e elefante!
– Que legal, filho!
Óia aqui dênto… achei a gilafa!… aqui a zêba!
(pausa)
– Cadê o elefante?
– Procura, filho.
– Já poculei, não tem…
– Deve ter filho… agora eu tô dirigindo, mas quando a gente chegar em casa, eu te ajudo a achar o elefante, tá?
(mini pausa pro espanto)
– Tem elefante na nossa casa???

(adoro essas “literalidades” dos 2 anos, hahaha!)

elephant

Muito amor

A mãe do Marcos, de quase quatro anos, trabalhou bastante nas últimas semanas. Quando chegou em casa, depois de uma viagem à Brasília e muitas conquistas importantes, o pequeno pulou no seu colo, deu-lhe um gostoso abraço e, quando colocou as duas mãozinhas no rosto da mãe, se emocionou. Quando ele percebeu que estava chorando, logo disse:

– Mamãe, tô chorando de rindo!

abracomae

(imagem: mamaesdeplantao.blogspot.com)

 

Limão com defeito

Carla, com 3 anos e pouco, sempre foi muito comportadinha, bem educada e também atenta a novas palavras e atitudes.

Certo dia, em um jantar com muitos membros da família, ela viu seu pai espremer um limão na salada e tentou fazer o mesmo. Mas o limão que Carla pegou estava seco e, então, ela pediu:

– Mamãe, pecisa de oto limão.

– Por que filha?

Poque esse aqui fudeu.

De lamber os dedos

Sarah, com 2 anos e 5 meses, adora uma salada de pepino e tomate. Dia desses, ela comeu tudo sozinha e com as mãos, que passava na água do vinagre. Quando acabou de comer, Sarah olhou para os dedos que estavam todos enrugados e exclamou:

– Ah não!


 – O que foi Sarah? – assustou-se sua mãe.


– Minha mão, meu dedo! Tagou! Tá tudo tagado!