Automático

Ian (5 anos): … daí eu sonhei que bateu o carro e daí eu acordei com medo!

Theo (8 anos): Ian, mas você disse que conseguia escolher seu sonho, lembra? Por que dessa vez você não escolheu outro sonho?

Ian: Ahhh, Theo, não é toda vez que dá pra escolher o sonho, né? Dessa vez quem escolheu foi o automático!

Palavras do Theo

Theo, com 4 anos e 7 meses, continua suas descobertas acerca das palavras e da anatomia:

Em uma festa de aniversário, comendo um Sonho de Valsa:

– Bombom, hummm, é bom, bom… é… chama bombom porque é muito bom…

Conversando com sua mãe, depois do almoço:

– Então, depois que a gente mastiga, a comida desce  e vai pro estôgamo?

Antes de dormir, conversando com seu pai:

– Pode ir, pai, você esqueceu que eu já dórmo sozinho?

Antenas

O Miguel, agora com cinco anos, continua bem inspirado em suas conversas…

Outro dia, passeando pela rua com a avó Célia,  ele mostrou umas antenas da Embratel e perguntou:

– Celinha, sabe para que servem essas antenas?
– Para quê? – quis saber sua avó

E, tranquilamente, ele explicou:

É para discutir o mundo.

Sinceridade familiar

Theo, com quatro anos e nove meses, brincando com o pai e apertando seu nariz:

– Ei, para com isso, você tá apertando meu nariz por que eu sou narigudo? – protesta o pai.
– Nãão, você não é narigudo, papai…

E o pai, por alguns segundos, sente que está fazendo sucesso, até que Theo completa:

– Narigudo você não é, papai, você é barrigudo…

E coversando com a mãe sobre o livro que ela acabara de receber da editora:

– Theo, você quer ver o livro da mamãe?
– Quero. (folheia). Foi você que escreveu e que desenhou?
– Não. Eu escrevi. Mas os desenhos, olha, foi uma amiga da mamãe que fez.
– Ah, bom. Porque você sabe escrever, mas não pinta muito bem, né?

theo_livro

crédito da imagem: arquivo pessoal

Quando as coisas funcionam ou não…

Victor é primo do Rafael e, quando tinha 2 anos, viu o pai consertar a válvula da descarga e foi contar para a tia, todo animado:

Meu pai consertou a descarga e agora tá  consionando!!!

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E o Pedro, com 3 anos, ficou intrigado quando o controle remoto não mudava os canais e reclamou com o pai:


Dóga, esse contole não fununcia!

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(O Victor e o Pedro, precisam conversar com o Lúcio sobre essas coisas que não sanfoniam, né?)