Tênis desamarrado

Hora do recreio. Bruna está amarrando o tênis de Gustavo, quando a professora chega e fala:
– Ai, ai, ai, dona Bruna. De novo amarrando o tênis do Gustavo?! Desde que vocês fizeram parzinho na festa junina que você faz tudo para ele… Desse jeito ele não vai aprender mais nada.
Gustavo olha para a professora com um largo sorriso no rosto e diz:
– É que ela me AMA!!!

Sinceridade familiar

Theo, com quatro anos e nove meses, brincando com o pai e apertando seu nariz:

– Ei, para com isso, você tá apertando meu nariz por que eu sou narigudo? – protesta o pai.
– Nãão, você não é narigudo, papai…

E o pai, por alguns segundos, sente que está fazendo sucesso, até que Theo completa:

– Narigudo você não é, papai, você é barrigudo…

E coversando com a mãe sobre o livro que ela acabara de receber da editora:

– Theo, você quer ver o livro da mamãe?
– Quero. (folheia). Foi você que escreveu e que desenhou?
– Não. Eu escrevi. Mas os desenhos, olha, foi uma amiga da mamãe que fez.
– Ah, bom. Porque você sabe escrever, mas não pinta muito bem, né?

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crédito da imagem: arquivo pessoal

PiLico!

Ian (2 anos e 5 meses) no sábado:
– Mamãe, eu tô ficando gande, poque eu vô apendê a fazê cocô no piLico!
– Sim, meu amor! – diz a mãe empolgadíssima já pensando em acender uma vela p/ Nossa Senhora do desfralde natural…

Ian no domingo:
– Vô fazê cocô…
– Oba, filho! Vamos pro penico?!
– Não, mamãe – e fazendo carinho no rosto da mãe, completa – eu não sou gande não, eu quelo fazê na faldinha, tá bom?

toilet-paper
(E la vamos nós com dois passos p/ frente, um p/ trás, muitas fraldas mas também muita fofurice 🙂 )

Multilinguismo

Desde que tinha seis anos de idade, Julia tem aulas de Inglês, Francês e Espanhol na escola.

Agora, aos sete, ela já se arrisca mais com os diálogos e está animada com as novas aprendizagens.

Sabendo de seu gosto por participar, a professora de Francês aproveitou para trabalhar um novo conteúdo, perguntando-lhe:

– Julia, aimes tu l´orange?

Sem pestanejar e muito animada por ter entendido tão rápido o que sua professora queria saber, ela responde:

– Si, je love!!!

Ibidos fumantes

Artur, com 4 anos e pouco, no avião com sua mãe:
– Mãe, aquele desenho ali é “proibido fumar”, né?

– É. Não pode fumar. – responde sua mãe.

– Ah, tá. [pequena pausa] É que nós não somos “ibidos”.

– Como é que é?

– Nós não somos “ibidos”, mãe. Nós somos humanos.

(Bom, humanos fumam, mas no avião é pro “ibido” fumar.
Deixa os “ibidos” fumarem, então… :))