Alice, com 2 anos e 4 meses, não teve medo dos filhotes de tubarão que viu:
– Mamãe! Eu vi os tubarinhos!
Alice, com 2 anos e 4 meses, não teve medo dos filhotes de tubarão que viu:
– Mamãe! Eu vi os tubarinhos!
Vinicius tem seis anos e, mesmo em dias dias de muito frio, detesta se agasalhar. Ele vai passar um dia inteiro com amigos do curso de Inglês e se recusa a colocar uma blusinha de frio.
Certa vez, com os termômetros marcando oito graus, sua mãe não aguentou e colocou muitos casacos em Vinícius. Bem contrariado, ele tentou explicar:
– Mãe você é OBSESSIVA! Parece doida me enchendo de blusas, não tô com frio!
Até hoje ninguém sabe de onde ele tirou esse “diagnóstico psiquiátrico” para a mãe :), mas a explicação de Vinicius para sua falta de frio (e também para outras atitudes diferentes) é a fala:
– Foi Deus que me fez assim!
Aula de História no 7º ano; comparação entre Arte Medieval e Arte Renascentista. A professora explica:
– Nas obras de arte Renascentistas a noção de perspectiva, profundidade e proporção é muito mais precisa do que na medieval. O corpo dos seres humanos passa a ser retratado com muito mais minúcia de detalhes, blablabla...
No livro, os alunos observam um exemplo de obra renascentista: A Criação de Adão (Michelangelo – teto da capela Sistina).
– Professora, você tem certeza que essa obra é Renascentista e não Medieval? – pergunta uma aluna.
– Claro, é um exemplo clássico, o Michelangelo, blablabla..., o homem, blablabla… Convenci?
– Não, por que a noção de PROPORÇÃO aí tá muuuuito errada!
Risos gerais até o final da aula. Busca obstinada de todos os alunos para acharem mais homens e mulheres pelados pelo livro inteiro. A professora, então, resolve colocar mais lenha na fogueira, na tentativa de quebrar um pouco esse tabu da nudez:
– Ah, meninas, é assim mesmo, tem horas que fica pequenininho tem horas que fica grande, ué!

imagem: wikipedia/domínio público
Artur, com 4 anos, descobre uma nova interjeição:
– Meu deus!
– E tu por acaso sabe o que é deus? – quis saber sua mãe.
– O deus. – corrige Artur.
– Tá. O que que o deus faz?
– Ele forma pessoas.
– Ah, é? E como que ele faz isso?
– Assim (e faz uns gestos como quem está moldando massinha de modelar)… (pausa reflexiva)… Ou então, ele aperta uns botões.
– Não, o que é? – perguntou sua mãe.
– É pacenta! Eu tô deseando uma pacenta!
– Hã, uma PLACENTA?
– É, era casa do imão. Uma pacenta, uma pacentona!
Gael, com três anos e um mês, no carro com sua mãe:
– Mamãe, na casa da vó Maía passa o Maique… Maique… é… Maique…
– Mike, o Cavaleiro, filho?
– Não, o Maique Djésson!
E, com a câmera no pescoço, brincando de tirar foto:
– Mamãe, eu sou fotófo também. Eu não faço o bebê nascê, eu só tio foto.
A mãe, que é uma fotógrafa conhecida pelo seu lindo trabalho com partos, precisa de uma pausa para se recuperar da emoção. Depois, pergunta:
– Então quem é que faz o bebê nascer?
– Ah, é a mamãe dele!
E a conversa continua um tempinho depois…
– Mamãe, aí o neném nasceu. Eu tiei foto, óla!
– Ah, que linda a foto, filho! E como ele nasceu, me conta?
– Na casa dele. Pela pepeca. Óla, que bunitinhu…
(imagem: gartic.uol.com.br)
Beatriz, com 6 anos, tinha bastante lição de casa para fazer.
– Beatriz, vai fazer a lição. – pede sua mãe.
– Já vou, mamãe, estou com fome. – explica Bia.
Meia hora e uma bisnaguinha com nutella, mais tarde…
– Beatriz, vai fazer a lição! – pede, com mais ênfase, sua mãe.
– Já vou mamãe, estou com sono.
Mais uma hora e muitos desenhos depois…
– Beatriz, vai fazer a lição!
– Já vou mamãe, estou com dor de barriga. – responde Beatriz, já com um início de dramatização.
Mais meia hora…
– Beatriz, vai fazer a lição!
– Não consigo, mamãe… – e a dramatização fica mais elaborada…
– Beatriz, pára de se fazer de coitada e vai fazer a lição!
– Eu não tô me fingindo de coitada. Eu sou coitada!!! – finaliza a mocinha, que, depois de exercitar bastante sua veia artística, conclui a lição rapidamente, às 17h30.