Theo, com quatros anos e dez meses, no elevador com seu pai:
– Ô pai, o que é ponto com ponto be-erre?

(imagem: Brooke telecon)
A Maíra, minha xará, tinha três anos e estava indo para a casa dos avós, quando ganhou um anelzinho regulável de sua mãe. Encantada com a novidade, a pequena achou o máximo controlar o tamanho do anel.
E, assim que chegou na casa dos avós, ela fez questão de explicar:
– Vovô, olha que legal esse anel que minha mãe me deu! Ele nui e diminui!
Lina, com 3 anos e 10 meses, parodiou a música do soldado, com um toque refrescante. Sua versão ficou assim:
“Marcha soldado, cabeça de papel, quem não marchar direito vai preso pro quartel. O quartel pegou fogo, seu polícia deu sinal. Acode, acode, acode, a BANHEIRA nacional.”
Assim como o Francisco, a Helena decobriu um novo verbo para designar a limpeza diária dos dentes…
Quando era pequenina, ela dizia:
– Agora eu vou ESVOGAR os dentes!
Gael, com dois anos, reparando nas diferentes fases da Lua:
– Óóóóla, mamãin, a lua! Tá quebada!
Bebel, com dois anos e pouco, ouvia atenciosamente a prima lhe explicar a diferença entre a Basset fêmea e o macho:
– Bebel o Toddy é menino e a Cooky é menina.
Mas, com cara de brava, logo interrompeu a estranha explicação:
– Não é menino, não! É cachorro!
Clara com 2 anos e pouco, explorando sua propria orelha…
– Mamãe, minha orelha quebrou!
– Imagina filha, mostra pra mim…
(Clara mostra o buraquinho do ouvido)
– Ah filhota, é só o buraquinho da orelha, todo mundo tem.
– Mamãe, deixa eu ver seu buraquinho? O papai também tem buraquinho?
(história enviada pela Graziela)
Na hora do jantar…
Enrolaaando para comer, ele começa a contar os dedinhos da mão esquerda:
– Um, doisss, têiss, quato, cinco…
(pausa)
– Falta o seis, mamãe! Pecisa pô o seisss!!
(O que “pecisa” é ter uma paciência de Jó com esse figura…)
Em uma tarde, refletindo sobre sua vida de dois anos…
– Mamãe, o Theo não é mais bebezinho, o Theo é bebê, tá?
Voltando da casa do avô, com uma cara muito séria:
– Ô, mamãe, pecisa í no supetado pá compá chochoate!”
(eu mereço…)
6h da manhã, em casa…
Theo acorda e, na sequência, ouve-se uma campainha no prédio. Segue o diálogo:
Theo (muito animado): Quem cheDou?
Mãe (querendo MORRER de sono): Não é aqui, é no vizinho. Vai dormir, filho.
Theo: É no vizinho dIbaixo.
Pai (que desistiu de dormir): Não, Theo, é no vizinho de cima. Vai dormir, filho.
(Pausa… A mãe já estava sonhando, quando escuta…)
Theo: Huum, são doisss vizinhosss!
Obs: como pode um menino de dois anos ficar calculando vizinhos as 6h a.m.!!!