Duas do Pedro

Pedro é irmão da Mariana e, com seis anos de idade, também contribui bastante para a filosofia da casa…

…percebendo as diferenças “pedagógicas” das mães…

– Ainda bem que as mães não são todas iguais: elas não proíbem as mesmas coisas, não mandam igual…
– Por que você tá falando isso? – pergunta a mãe.
– Você, por exemplo, nunca manda a gente lavar as mãos antes de comer.
(pelo jeito as mães dos amigos dele mandam bastante…)


… na hora do lanche, um pouco bravo…

A mãe do Pedro morde o último bolinho de chuva e ele diz:
– Poxa, mãe, mas eu te pedi pra você guardar um pra mim!
Cheia de culpa, ela responde:
– Desculpa, filho, eu esqueci… Pega, come essa metade.
– Eu não! Eu não quero seus micróbios!

Casa Notável!

Quando tinha uns 3 anos, o Diego foi com os avós pra casa de campo de amigos da família.
Era uma casa muito luxuosa e todos estavam curtindo as mordomias.
Em um dos dias, durante um banho de piscina, Diego ficou tão entusiasmado com o conforto do lugar, que disse:
– Nossa Vô, essa casa é muito otávia, né?”

Cura fraternal

Bebel, com 5 anos e pouco, ficou gripada e sua mãe pediu pra que não fique muito perto da irmã bebê.
 
– Se você ficar respirando muito perto, vai passar a doença pra ela. – explica sua mãe.

– Mas mamãe, se eu passar a doença pra ela, aí eu não vou mais estar doente! – anima-se Bebel.

Caldinho

Felipe, de dois para três anos, adora ficar no colo da mamãe trocando carinhos. Um dia, ele ganhou um abraço bem apertado e ouviu:
– Ai, filho, você é tão fofinho, que tenho vontade de te apertaaaar até sair caldinho!
E rapidamente respondeu:
– Ah, então eu vou te apertaaaar até sair leitinho!

Benjamim doce passarinho

Benjamim é irmão mais novo do Miguel e recentemente começou a nos presentear com suas reflexões também:

No carro com a família, ouvindo uma música da cantora Tiê, que fala do nome dela.
Sua mãe pergunta:

– Você queria ter nome de passarinho, filho?

E ele, inspirado, responde:

– Mas eu tenho nome de passarinho! Nome de amor, de passarinho, de aleguia

Frutos do mar e maionese

Theo, ainda com quatro anos e nove meses, saindo da escola e voltando no carro:

– Se existe cavalo marinho, existe vaca marinha? – pergunta o mocinho.
– Não, mas existe Peixe-boi… – responde sua mãe.
– Tá.
– E como foi na escola hoje?
– Foi legal, a Letícia foi, mas a Sofia faltou.
– Ela deve estar viajando.
– Ela tá viajando na maionese! (Rindo sozinho). Ô, mãe, como é que viaja na maionese?
– É um jeito de falar, né, filho. Quando alguém está distraído, não escuta o que o outro diz ou quando tá pensando em muitas coisas e nem percebe o que acontece na hora.
– Tá.
Após raro momento de silêncio, a mãe muda o caminho para comprar produtos de limpeza.
– Ô mãe, onde a gente tá indo?
– No supermercado.
– Onde?
– No supermercado!
– Onde?
– No supermercado!! Que foi, Theo, tá com o ouvido sujo?
– Não, né, mãe, tô viajando na maionese! (E volta a dar risada, feliz da vida)

maionesecrédito da imagem: guiadoscuriosos.com.br

Vendo o mundo com poesia

A Olívia, com dois anos, queria entender o que é trabalhar. Durante a explicação, seus pais disseram que um dia, quando estiver grande, ela provavelmente vai querer trabalhar também.

Depois de pensar quietinha por um tempo, ela olhou para uma enorme torre de telefonia que fica perto da casa (e que até então seus pais achavam horrenda) e disse, com imensa alegria:

– Ah, eu vou trabalhar ali, na torre de botões!