Henrique, com 1 ano e 7 meses, insistia em passar por todos os lugares onde havia pessoas com seu “Saaaai!” pouco social. Seus pais sempre incentivavam o uso de “Dá licença”, que às vezes tinha efeito, repetido como “Licence” pelo pequeno.
Um dia, Henrique estava tomando banho com sua mãe e resolveu dar voltas pelo box, falando:
– Saaaaai!!!
Ao ser lembrado do “dá licença”, logo mudou sua solicitação para:
– “Licence”, mamãe.
Depois de muitas brincadeiras, quando ambos já estavam enrugados de tanto tempo na água, sua mãe perguntou:
– Henrique, quer SAIR do banho?
E, muito rápido ele fez questão de “corrigir”:
– “LICENCE”, mamãe!
Comédia dramática
Vacas estrangeiras
Olívia, com 5 anos, aprendendo diferentes idiomas:
– Mamãe, ‘mon amour’ é uma vaca falando de amor?
Cada um com a sua voz
Tsu é um menino bastante observador, que adora conversar e compartilhar suas opiniões.
Certa vez, quando estava com 3 anos e meio e participando de uma aula de música, ele ficou muito intrigado com o fato do professor estar rouco.
Ao longo das canções, foi ficando inconformado, até que perguntou, já tentando resolver a situação:
– Ô, Tanã, por que você não fala com a voz que é sua, hein?
Celular
Ana adora brincar de falar no celular com a sua terapeuta.
No primeiro dia em que propôs a brincadeira, ela demonstrou estar muito bem entrosada com as novas formas de comunicação.
– Então, Ana, o que você quer fazer hoje? Vamos continuar montando o quebra-cabeça?
– Não, vamos brincar de casinha? A gente é amiga e tem celular. Aí você me liga.
– Tá bom, então vou te ligar, atende aí: “Trrrriiim, trrrriiim”!
– Que é isso?
– Ué, o telefone tocando…
– Mas o telefone não toca assim.
– Ah, é mesmo, eu me esqueci… é que na época em que eu brincava de falar no telefone eles tocavam assim (risos). Agora vou fazer direito, vamos la! “Tãnãnãnãnã, tãnãnãnãnã”!
– Ah não, o meu celular não toca assim, não.
– Mas você nem tem celular. E o meu toca assim, oras… Bom, ok, me liga você, que eu atendo, então.
– Tá! Atende aí (começa a cantar, animadíssima): “I’m a barbie girl, in a barbie wooorld!”
Filho de peixe, peixinho é
Alice, com 2 anos e 4 meses, não teve medo dos filhotes de tubarão que viu:
– Mamãe! Eu vi os tubarinhos!
Das perguntas difíceis da atualidade
A chegada da Primavera
Quando estava na primeira série Amanda levava muito em consideração tudo o que a professora dizia.
Certo dia, no mês de setembro, seu pai disse que eles viajariam e a mocinha, muito preocupada, disse logo:
– Não, pai, a gente não pode viajar!
– E por que não, filha?
– Porque a professora disse que nós temos que nos preparar pra chegada da Prima Velha!
Pombinha
Luca, com 3 anos, após observar atentamente uma pomba na rua:
– Papai, olha lá aquela galinha que voa!


