Sarah, ainda com 2 anos e meio, assistindo o desenho “Procurando Nemo”:
– Mamãe, é um talanguejo? – pergunta a mocinha.
– Não, é lagosta. – explica a mãe.
– De mim? Ebaaaaa!!!
Gael, com 2 anos e 11 meses, traz as suas contribuições do mês… 😉
Brincando com o mouse da mãe:
– Filho, a mamãe precisa do mouse pra trabalhar, me dá aqui, por favor?
– Não, não é mouse, é um fuca! É um fuca–mouse! Eu uso a vêzi, eu pego e tabáio!
Sua mãe, logicamente, começa a gargalhar.
– Hahahaha! – gargalha também Gael – Eu também tô filiz, mamãe! É mai egal sê filiz!
…
Brincando com retalhos do papel 1:
– Mamãe, faz uma Kombi de papel pa mim?
– Xi, filho, não sei fazer uma Kombi de papel.
– Coloca óda, assim, sabe, e faz uma Kombi pa mim!
– Filho, eu não sei fazer uma Kombi de papel.
– Ah, então faz uma kombinha!
Brincando com retalhos do papel 2:
– Mamãe, faz um filóte de dagão agóa?
– Espera, filho, tô fazendo outro negócio (ela estava entretida com a Kombi).
A vó interfere:
– Aquele pedaço pequeno ali, ó, é o filhote.
Mas Gael não se satisfaz:
– Não, esse não é tão filóte assim, não! Ele é gande!
– É, ele é adulto, né? – pergunta sua mãe.
– Sim, ele até toma cevêja!
Felipe tem 10 anos e é um garoto super esperto, que mora com a mãe, Giuliana, e com a avó, D. Vilma. Um dia, Giuliana, estava com uma dorzinha de cabeça e pediu para a mãe olhar o que parecia ser um inchaço.
Após um exame rápido, D. Vilma diz:
– Você precisa ir ao médico olhar isto.
– Sim, mas em qual médico eu vou? – pergunta Giuliana.
E antes de deixar a avó responder, Felipe interfere:
– Ao Cerebrologista, ué!?
Theo, com 4 anos e meio, mordeu feio a língua e ficou muito assustado com o sangue. Em meio a berros e mais berros, sua mãe conseguiu conversar pelo telefone com uma amiga médica, que recomendou paciência e gelo ou sorvete p/ aliviar no momento.
– Theo, vamos colocar gelo e… – tenta falar sua mãe.
– Nããão! – berra Theo.
– Theo, eu converesei com a Tati, já vai melhorar, precisa ter paciência e…
– Nããão! – berra Theo.
– Theo, a Tati falou pra gente colocar gelo… pode ser um sorvete também, vamos tomar?
– Nããão! (pequena pausa) Como ela sabe?
– Ela é médica, né, filho.
– Não, ela é bailarina!
– Não é a tia Tati, Theo. É a Tati mãe do Martin e ela é médica.
– Mas onde ela trabalha? (ainda em tom escandaloso)
– Ela trabalha em um posto de saúde… vamos tomar logo esse sorvete e…
– Mas ela tá lá agora?
– Não, Theo, ela tá em casa, toma logo o sorvete e…
– Nããão! Mas em casa ela não é médica, em casa ela é mamãe!!!
Ceci, com 1 ano e 11 meses, acabou de conhecer o sabor dos chocolates e ganhou um bombom do avô. Sua mãe logo explicou:
– Ceci, agora não. Só depois do jantar.
Passado um tempo, a mãe desconfia do silêncio e vai até a sala ver o que está acontecendo.
Quando chega vê a menina abrindo o bombom não autorizado… Ceci, ao perceber a presença da mãe, joga o chocolate longe e diz com cara de brava:
– Cocoiate, fica aí!!!!!
Ana Luisa, com 3 anos, e dificuldades para escutar:
– Mãe, eu não OUVO nada.
– Ana Luiza, não é assim que se fala. O certo é “OUÇO”. OVO é de galinha. – explica sua mãe.
E a pequena, logo conclui:
– E OSSO é de cachorro!.
A Lúcia (que já está pra fazer vestibular!) tinha 3 pra 4 anos e estava assistindo, muito séria, o Jornal Nacional. A notícia do dia era a privatização da Telebrás. De repente, ela saiu correndo e gritando:
– Mãe! Mãe!
– O que foi minha filha?
– O Fernando Henrique vendeu o nosso telefone!