– Nossa, Bebel, você está a cara da sua mãe!
– Não, não, a cara da minha mãe tá aqui!
– Nossa, Bebel, você está a cara da sua mãe!
– Não, não, a cara da minha mãe tá aqui!
Theo, com quatro anos e um mês, em uma conversa no carro passando por uma praça cheia de cachorros:
– Theo, sabia que o papai já teve uma cadela dessa que se chamava Cocada? – conta sua mãe depois de ver um Husky Siberiano.
– É? Mas onde ela está?
– Ela já morreu – explica o pai.
– Por que os cachorros morrem?
– Porque são animais, como as pessoas, nascem, vivem, morrem, é a vida… – filosofa um pouco a mãe.
– Tudo bem… (pausa reflexiva)… Mas, mãe, como é que começou o planeta Terra?
– Mamãe, a irmãzinha quer o meu pãozinho?
Heitor, com dois anos e oito meses, colocou sua fantasia e entrou correndo no escritório:
– Oi Homem-aranha! Como você está? – pergunta o pai, dando uma pausa no trabalho.
– Vermelho! – responde Heitor.
– Ah… que tal você dizer: eu estou pronto para amarrar os bandidos com minha super teia! – sugere o pai.
– Eu também! – anima-se o pequeno.
– As meninas tem xoxotaaaaaa!
– E os meninos? – quis saber sua mãe.
– Xuxutuuuuu!!!
Artur, com 4 anos e pouco, contando para sua mãe como foi o passeio que fez com o pai:
– E aí, eu tava no carro e o meus olhos estavam bagunceiros.
– Os olhos estavam bagunceiros?
– É. Assim, ó: [e pisca os olhos bem rápido]
Segurando o riso, sua mãe perguntou:
– E o que aconteceu depois?
– Eu fechei eles e dormi.
Theo, com quatro anos ainda não conhece o Mussum, dos Trapalhões, mas já se tornou um adepto de sua forma de falar:
Com a mãe:
– Tá muito frio, mãe, melhor colocar o capulis!
E com o pai:
– Ô pai, eu vou te ajudar a instalar a prateleira. Pega aqui a buchilis pra colocar o parafuso.
Gael, com 1 ano e 10 meses, dialogando com sua mãe no meio de muitos brinquedos espalhados:
– Quem fez essa bagunça?
– Gaiéu.
– Então, quem tem que arrumar?
– Mamáin.