Diversas do Theo 5

Pocoyo!
(essa eu tinha esquecido de publicar na época)

Theo com amiguinha brincando em fevereiro:

Lina: Maíra, a gente pode um desenho na tivilisão?
Theo: Deixa, mãe, desenho do Pocoyo!

Eu: Só um pouquinho?
Theo: Só um pouquinho! Eba! Esse desenho é muito sensívu, Lina!


Calendário

Em um final de semana de maio, Theo na sala e eu no quarto:

– Ô mããããe!
– Oi filho.
– Hoje é semana passada?
– Como assim?
(vai até o quarto)
– Hoje, hoje é semana passada?
– Não, Theo. Hoje é hoje. Semana passada foi a semana que passou.
– Mas o que é o hoje?
– Ãh?
– O que é o hoje?
– Hoje é o que tá acontecendo agora, hoje.
– Mas o que é hoje?
– Já falei.. é…
(me interrompendo) – O que é hoje?
E, em tempo, lembro de uma resposta eficiente:
– Hoje é sábado.
– Ah, tá bom!
E volta para a sala satisfeito.

Temperos especiais

Em uma tarde de domingo, brincando de “comidas gigantes”:

– Eu sou o ovo, o papai é a frigideira e a mamãe é o sal.
– OK – respondem os pais.
– Eu vou ficr aqui na frigideira (escalando o pai). Vem, sal, coloca aqui a sua temperência pra comida ficar gostosa!


Cabeças

Ainda com sua cabeça quente em uma noite de Maio:


– Tá muito calor, mãe, minha cabeça tá toda assoada.

E no dia seguinte, com o irmão mais novo:

– Por que o Ian tá com a testa molhada?
– É porque ele mamou e ficou com a cabeça “assoada” que nem você ontem, né?
– Não, acho que não tá assoada, não, acho que isso aí é uma cicatriz de banho.

Construção conjugada

Brincando com uma bancada de madeira, como uma marcenaria de brinquedos:

– Olha, eu vou fazer uma construição!
– Legal, filho.
– Faz você também.
– Ok, vou fazer minha construção.
(passa um tempo)
– Você já construçou? Eu também. Pronto, tá tudo construçado!

Embaralho estomacal

Brincando de massinha e de médico, com um boneco que tem moldes de órgãos do corpo humano:

– Eu já fiz o coração, agora esse aqui é o estôGamo, tá?

Álbum de família

Ciara é sobrinha da Ana Paula (a jornalista que fez aquela entrevista com o Jayden), tem 3 anos e 8 meses e mora na Irlanda. 
 
Certa vez, na casa dos avós, Ciara estava dormindo sozinha numa cama enorme de casal. A vovó Elizabeth se aproximou para dar um abracinho e ficar de chamego com a netinha.

 
– Oi, Ciara. Tudo bem?
Mas ela respondeu com muita seriedade:
 
– Prefiro ficar sozinha, por favor.
 
 

Outro dia, ela estava olhando o album de casamento dos pais com a tia Ana.

 
– Olha só a sua mãe, Ciara!
– Que linda!
– E olha o seu pai.
– Lindo, também.
– E esse aqui, quem é?
– É o vovô. Ele tá muito bonito, também…
 
O vovô, instalado na poltrona no canto da sala, ficou todo emplumado.
 
E Ciara completou:
 
-… parece um palhaço!
brum_palhacinho
fonte da imagem:
rabiscosdobrum.zip.net

História objetiva

Henrique! Com 1 ano e meio, após passar o fim-de-semana com a avó materna, volta falante e olha para o céu:

Cópteo!

– Olha só filho, que legal! Onde está o helicóptero? – pergunta sua mãe.

– Céeeeu! – responde Henrique, animado.

– E o que ele está fazendo?

– Caiu!

– Caiu? E depois?

– Buuuum!

– E agora?

Abô!

E sai andando, bastante satisfeito com o fim da história.


Miguel, a morte e o sentido da vida

Quando a bisavó do Miguel morreu, ele tinha 3 anos e meio e quis entender melhor tudo o que estava acontecendo conversando com seus pais:

– Por que vocês enterraram a minha bisavó na areia?

– Porque ela morreu, filho.

– E por que ela morreu?

– Porque estava velhinha

– E por que ela tava velhinha?

– Porque nasceu faz tempo.

– E por que ela nasceu?

Diante dos intermináveis porquês, a mãe do Miguel resolveu devolver a pergunta:

– Por que você nasceu, Miguel?

E, animado, ele responde:

Pá bincá, pá durmi, pá acordá quando tiver de dia!

…………………..

E, já com 4 anos, ele retomou com os pais a conversa sobre a morte e o morrer…

– Todo mundo no mundo inteiro vai morrer, mãe?
– Sim, filho, quando fica velhinho, todo mundo morre.

– Todo mundo mesmo?

– Todo mundo.

– Ahhhh, mas eu sei de uma pessoa que nunca vai morrer.

Nesta hora, a mãe do Miguel pensou que ele iria dizer ele mesmo, ou ela, mas ele logo completou:

–  O Papai Noel!

Correia dentada

– Gael, já foi escovar os dentes? – pergunta a mãe para o filho de três anos e 1 mês.
– Eu tô brincando com meu trator! – responde Gael.
– E o que o trator tem a ver com escovar os dentes?
– Éééé… Ele tem uma boca bem grande de pegar lama e terra!

tratorfonte imagem: www.daycoloringpages.com