Diversas da Luana

Luana é uma graciosa menina, filha de pai argentino e mãe brasileira. Com três anos, suas “pérolas” costumam ser bilíngues…

Gravidez, comidas e afins…

– Filha, o que a mamãe tem na barriga?
– A irmazinha.
– E o papai?
Manteca!

– Papai,  a mamãe comeu meu jámon… fiquei chateada.

– Filha, vamos al super mercado?
– Pastorinho em português!

Personal Stylist

E ao procurar uma roupa para sair com o pai, ela declara:
– Sai papai, você nao entende tudo de moda!

Cuidado

Alice, com 1 ano e 7 meses, já falava frases e não estava gostando de ficar sem atenção sentada na cadeirinha do carro. Seus pais estavam conversando, virados para frente quando escutam:

– Cuidado papai, cuidado papai…

Na hora, o pai de Alice olha rápido para trás e pergunta:

– O que foi, filha?

E ela responde, com cara de sapeca:

– Olha “pá” “fente”!

Miguel, a morte e o sentido da vida

Quando a bisavó do Miguel morreu, ele tinha 3 anos e meio e quis entender melhor tudo o que estava acontecendo conversando com seus pais:

– Por que vocês enterraram a minha bisavó na areia?

– Porque ela morreu, filho.

– E por que ela morreu?

– Porque estava velhinha

– E por que ela tava velhinha?

– Porque nasceu faz tempo.

– E por que ela nasceu?

Diante dos intermináveis porquês, a mãe do Miguel resolveu devolver a pergunta:

– Por que você nasceu, Miguel?

E, animado, ele responde:

Pá bincá, pá durmi, pá acordá quando tiver de dia!

…………………..

E, já com 4 anos, ele retomou com os pais a conversa sobre a morte e o morrer…

– Todo mundo no mundo inteiro vai morrer, mãe?
– Sim, filho, quando fica velhinho, todo mundo morre.

– Todo mundo mesmo?

– Todo mundo.

– Ahhhh, mas eu sei de uma pessoa que nunca vai morrer.

Nesta hora, a mãe do Miguel pensou que ele iria dizer ele mesmo, ou ela, mas ele logo completou:

–  O Papai Noel!

O cocô nosso de cada dia…

E, além de fazer descobertas super importantes no banho, o Hugo também usa bastante o banheiro para fazer as necessidades básicas, claro. Com 5 anos, ele gostava de ficar um tempão sentado no vaso e lendo gibis. Um dia, sua mãe estava com pressa e perguntou:

– Já acabou, Hugo?

E ele, bastante calmo, explicou:
– Não, mamãe. Cocô nunca acaba. Amanhã tem mais.

Super herói em desenvolvimento

Esperando seu horário no consultório do ortopedista, Bruno parece bastante entediado. Passa a mão em todas as revistas, corre de um lado para outro e inicia conversa com todas as pessoas que também estão esperando, mas ninguém parece dar muita bola para ele. Sua mãe pede inúmeras vezes que sente ao lado do irmão um pouco mais velho, o Renato, mas Bruno parece incansável. 
De repente, ele começa a brincar de super herói, pulando dos móveis e fazendo a maior bagunça. Renato fica incomodado e resolve interferir:
 
– Bruno, para quieto!
– Mas eu sou um super herói! – responde Bruno, meio indignado.
– É nada… super herói tem super poderes e…
– Eu tenho super poderes!!! – interrompe, mais indignado ainda.
– Você nem consegue voar! Como você é um super herói e não consegue voar??

Após uma breve pausa, Bruno, acha sua resposta e explica, com calma:

– É porque eu sou fiote de super herói ainda.


Semente da coragem

Clara, com quatro anos e pouco, não conseguia se pendurar numa corda amarrada na árvore. Seu pai apareceu mexendo num potinho de sementes como se não soubesse de nada e disse:

– Olha essas sementes, Clara… Dizem que são muito poderosas… Quando alguém te dá uma, você consegue coragem para fazer qualquer coisa que tem medo… É só pedir! – e entrega a semente para a filha.

Clara, então, pega a corda, segura no nó mais alto, pega distância e pula balançando deliciosamente pendurada… Desce com um sorrisinho de canto e finge que nada aconteceu. Sua mãe observava tudo à distância.

Uma semana depois, todos foram passear em um parque com escorregadores enormes (que chegam perto “do” Deus, como Clara gosta de dizer). A pequena mostrou-se destemida! Subiu, desceu, correu… ufa! Voltando para casa, sua mãe pergunta:
-Nossa filha, hoje você arrasou, estava muito corajosa, muito bom! Você recebeu a sementinha da coragem de novo?

E Clara explicou:
-Não mamãe… ainda é o efeito da mesma!

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(imagem: pixabay.com)