Mais anatomia humana

Assim como a Mariana, que descobriu que o papai tem pipi e ela tem umbigo, o Joaquim, quando tinha 2 anos e meio, também fez uma descoberta fantástica:
– Eu tenho peru! – constatou animado.
– Sim, Joaquim, você tem peru. – confirmou sua mãe.
– O vovô Xalá tem peru! O vovô Zé tem peru!
– E a vovó Lygia? – perguntaram para complicar.
Após uma longa pausa para pensar, surge então a resposta:
– Ah, a vovó Lygia tem peruca!!!
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E a Iara, de 1 ano e 11 meses, também vai entrar para o grupo de estudos de anatomia humana:

– As meninas tem xoxotaaaaaa!

– E os meninos? – quis saber sua mãe.

– Xuxutuuuuu!!!

Cura fraternal

Bebel, com 5 anos e pouco, ficou gripada e sua mãe pediu pra que não fique muito perto da irmã bebê.
 
– Se você ficar respirando muito perto, vai passar a doença pra ela. – explica sua mãe.

– Mas mamãe, se eu passar a doença pra ela, aí eu não vou mais estar doente! – anima-se Bebel.

Cedilha

Esses dias, o Caio (3 anos e meio) estava brincando com as letras do alfabeto e falou para sua mãe:

– Vou fazer um “o dilha”.

“O dilha? O que será isso?”, pensou sua mãe.

Então, observando os rabiscos do pequeno, entendeu que era a letra “Q”. Caio associou: se o cê-cedilha é um “C” com um risquinho embaixo e o “Q” é um “O” com um risquinho embaixo, logo, ele se chama “o dilha” 🙂

Protetores


João, com 8 anos, participou do campeonato de Taekwondo e contou para sua avó tudo o que aprendeu, inclusive como são as regras e tudo mais. 

Depois de ouvir que ele tinha usado protetor bucal sua avó arriscou uma pergunta inocente:

– E você usou protetor de sexo pra não machucar também?

E, então, João ficou bem sério e teve que explicar tintim por tintim:

– Vovó, que é isso?! Sexo não é órgão, é gênero, feminino e masculino ou transar. O protetor é genital, de pênis ou vagina.

Música, fotos e partos

Gael, com três anos e um mês, no carro com sua mãe:

– Mamãe, na casa da vó Maía passa o Maique… Maique… é… Maique…
– Mike, o Cavaleiro, filho?
– Não, o Maique Djésson!

E, com a câmera no pescoço, brincando de tirar foto:

– Mamãe, eu sou fotófo também. Eu não faço o bebê nascê, eu só tio foto.

A mãe, que é uma fotógrafa conhecida pelo seu lindo trabalho com partos, precisa de uma pausa para se recuperar da emoção. Depois, pergunta:

– Então quem é que faz o bebê nascer?
– Ah, é a mamãe dele!

E a conversa continua um tempinho depois…

– Mamãe, aí o neném nasceu. Eu tiei foto, óla!
– Ah, que linda a foto, filho! E como ele nasceu, me conta?
– Na casa dele. Pela pepeca. Óla, que bunitinhu

fotografo

(imagem: gartic.uol.com.br)

 

Das finitudes do mundo

Theo, com 6 anos e 4 meses, filosofando logo de manhã…

– Mãe, vou te falar uma coisa: o mundo não tem fim, a gente sim!

– Que legal, filho. Onde você ouviu essa frase?

– O que é frase?

– Isso que você falou, onde você ouviu?

– Ah, não, eu não ouvi em nenhum lugar, eu formei na minha cabeça agora.

 

theend

imagem: Pixabay

 

Natação lusitana

Amanda, 3 anos indo pra para natação:
– Vamos filha…. Estamos atrasadas…. Olha lá seus amigos já se aquecendo para a aula de natação!
– Mamãe tá frio lá na natação?
– Não filha, a água da piscina é quentinha.
– Então, mamãe, por que meus amigos estão se aquecendo?

Theo, 5 anos e 8 meses, querendo fazer natação:

– Mãe, quando eu vou poder nadar no clube?

– Primeiro a gente precisa pagar a associação, depois você faz o exame médico e aí pode nadar.

– Pra que exame médico?

– Pra ver se tá tudo bem, se não tem frieira… mas você não tem agora, vai poder nadar.

– Ah não, eu tenho sim! Eu tenho muito frio na piscina!! Como faz pra parar com a frieira???

natacaoimagem: pixabay.com