Theo, com 3 anos e meio, desvendando a medicina alternativa…
– Theo, vem tomar a homeopatia! – chama o pai.
– Não, eu não vou tomar “oSEUpatia”, eu vou tomar “oMEUpatia”… (pausa reflexiva)… Ô pai, o que é patia? “É” bolinhas?
Theo, com 3 anos e meio, desvendando a medicina alternativa…
– Theo, vem tomar a homeopatia! – chama o pai.
– Não, eu não vou tomar “oSEUpatia”, eu vou tomar “oMEUpatia”… (pausa reflexiva)… Ô pai, o que é patia? “É” bolinhas?
Luana é uma graciosa menina, filha de pai argentino e mãe brasileira. Com três anos, suas “pérolas” costumam ser bilíngues…
Gravidez, comidas e afins…
– Filha, o que a mamãe tem na barriga?
– A irmazinha.
– E o papai?
– Manteca!
…
– Papai, a mamãe comeu meu jámon… fiquei chateada.
…
– Filha, vamos al super mercado?
– Pastorinho em português!
Personal Stylist
E ao procurar uma roupa para sair com o pai, ela declara:
– Sai papai, você nao entende tudo de moda!
Benjamim, além de gostar de sucos, curte também um verdinho na comida.
-Benja o que vc quer comer? – pergunta sua mãe.
– Pão de queijo. – responde Benjamim.
– Pode ser cem gramas?
– Não! Quero com gramas!
Rita, com dois anos, já se interessava pelos fenômenos da natureza e demonstrou uma percepção que pode enriquecer o trabalho de muitos astrônomos.
Certa vez, passeando com seu pai à noite, ela prestou atenção na Lua, que estava naquela fase em que vemos metade do disco, no período em que a parte iluminada está em crescimento, e disse:
– Olha, papai, a Lua Risente!
Clara, com quatro anos e pouco, não conseguia se pendurar numa corda amarrada na árvore. Seu pai apareceu mexendo num potinho de sementes como se não soubesse de nada e disse:
– Olha essas sementes, Clara… Dizem que são muito poderosas… Quando alguém te dá uma, você consegue coragem para fazer qualquer coisa que tem medo… É só pedir! – e entrega a semente para a filha.
Clara, então, pega a corda, segura no nó mais alto, pega distância e pula balançando deliciosamente pendurada… Desce com um sorrisinho de canto e finge que nada aconteceu. Sua mãe observava tudo à distância.
Uma semana depois, todos foram passear em um parque com escorregadores enormes (que chegam perto “do” Deus, como Clara gosta de dizer). A pequena mostrou-se destemida! Subiu, desceu, correu… ufa! Voltando para casa, sua mãe pergunta:
-Nossa filha, hoje você arrasou, estava muito corajosa, muito bom! Você recebeu a sementinha da coragem de novo?
E Clara explicou:
-Não mamãe… ainda é o efeito da mesma!
(imagem: pixabay.com)
– É. Não pode fumar. – responde sua mãe.
– Ah, tá. [pequena pausa] É que nós não somos “ibidos”.
– Como é que é?
– Nós não somos “ibidos”, mãe. Nós somos humanos.
O Cauã, além de observar obras de arte no museu, também gosta de observar palavras:
Theo, com 5 anos e meio, ainda na cama com suas reflexões matinais e conversando com a mãe cheia de sono:
– Mãe, pra que servem os números? Pra contar as coisas?
– Sim.
– E pra que servem as tintas? Pra pintar as coisas?
– Sim.
– E pra que servem as letras? Pra escrever as coisas?
– Siiim…
(Falando e rindo sozinho) – Ai, ai, ai… Quanta coisa cabe na minha cabeça!
Depois do café da manhã, ele foi ver uma semente que achou na floresta e plantou com o pai:
– Nossa! Nasceu um galho! Bem grande!
– É grande mesmo e cresceu muito rápido! Acho que essa semente é de uma planta igual ao pé de feijão mágico e vai chegar na casa do gigante, hein, Theo?
– Ahhh, mãe, isso não existe… mas existe que é semente mágica, isso sim!
– Mamãe, faz malabarises?