A chegada da Primavera

Quando estava na primeira série Amanda levava muito em consideração tudo o que a professora dizia.
Certo dia, no mês de setembro, seu pai disse que eles viajariam e a mocinha, muito preocupada, disse logo:
– Não, pai, a gente não pode viajar!

– E por que não, filha?

– Porque a professora disse que nós temos que nos preparar pra chegada da Prima Velha!

Palavras…

Theo, com 3 anos e 10 meses, desvendando o “mistério” das palavras:

 Falando sobre aquele eletrodoméstico que nos ajuda a fazer sucos e panquecas:
– O liquidificador é o liquido-e-fica-a-dor, entendeu?

Falando sobre aquele eletrodoméstico que nos ajuda a limpar a casa:
– E o aspirador aspira-a-dor!

Ajudando o pai a instalar uma prateleira:
– Vou pegar o paraconfuso!

Brinquedos e brinquedas

A mãe de Artur, de 5 anos, conversou bastante com ele sobre questões de gênero, esclarecendo que brinquedo é brinquedo e não precisamos dividir “brinquedo de menina” e “brinquedo de menino”. 
Artur concordou com todas as colocações, mas no final da conversa, lançou:

– Tá bom, mamãe, entendi. Mas eu não quero nem passar batom e nem pintar a unha, tá?

3 desejos

Dia dessas com o Theo (3 anos e meio), lendo a história do Aladin, eu pergunto:

– Filho, se você encontrasse uma lâmpada mágica e pudesse fazer 3 pedidos para o gênio, pudesse pedir qualquer coisa, o que você iria pedir?


E ele responde muito animado:
– Eu ia pedir pra gente ir pra praia!
 

E o segundo desejo?
– Eu ia pedir pra gente voltar pra nossa casa! – igualmente animado.
 

E o terceiro?
– Ir pra casa da vovó Stela!!

… acho que o segredo da felicidade é ter desejos simples de serem realizados…

Diversas da Lina 2

Lina, com 3 anos, um pouco brava com alguns alimentos:


– Papai, esta laranja é ogânica! Você gosta?
 

– Sim, e você?
 

– Eu não sou ogânica!


Com soninho, argumentando com sua mãe:

– Lina, tenta dormir sem chupar dedo, você sabe que não é bom pra você…

– Só mais um pouquinho, mamãe, até acabar!

E brincando com um amiguinho, sem medo das coisas da vida:

– Vamos brincar de morrer? – propõe Lina
– Mas antes eu preciso trabalhar. – explica o amigo
 
– Mas eu vou morrer!
 
– Tá bom.