Telemarketing

A Julia, agora com 7 anos, não recorta mais vestidos, mas adora atender o telefone de casa. Dia desses, sua mãe estava bem ocupada e, quando tocou o aparelho e a mocinha já correu para atender, ela pediu:

– Julia, se forem aquelas pessoas querendo vender alguma coisa, do banco, do cartão etc, fala que eu não estou, tá?

– Tá – respondeu Julia, já com a mão no aparelho.

Quando a ligação começou, a moça do outro lado perguntou:

– Por favor a Sra. Cristiane, aqui é do cartão fulano de tal…

Mas a Julia rapidamente já interrompeu:

– Olha, ela não está!

– Ah, não está? Então você pode chamar a sua mãe, por favor?

E a Julia, muito brava, saiu gritando:

– Manhêêêê, eu disse que você não tava, mas não adiantou nada!

Ibidos fumantes

Artur, com 4 anos e pouco, no avião com sua mãe:
– Mãe, aquele desenho ali é “proibido fumar”, né?

– É. Não pode fumar. – responde sua mãe.

– Ah, tá. [pequena pausa] É que nós não somos “ibidos”.

– Como é que é?

– Nós não somos “ibidos”, mãe. Nós somos humanos.

(Bom, humanos fumam, mas no avião é pro “ibido” fumar.
Deixa os “ibidos” fumarem, então… :))

Cabelo

A Cris, tia da Lucia, passava por uma daquelas fases em que sentia que precisava mudar tudo e começou, claro, pelo corte de cabelo. Radical, transformou os longos cabelos de bailarina em um corte “joãozinho”. 
Alguns dias depois, viajou para a casa da irmã e, como chegou de madrugada, para não acordar os sobrinhos, passou o restinho da noite no sofá da sala. 
Quando amanheceu, a Lúcia, com uns 3 anos, acordou e correu para a sala, já anunciando:
– A tia “Quis” chegou! A tia “Quis” chegou!
Tia Cris, então, abriu os olhos e viu que a sobrinha estava passando as mãozinhas no seu cabelo, com uma cara de “solidariedade total”. E antes de conseguir falar bom dia, ela escuta:
– Tia, fecha o olho e dorme que o cabelo cresce de novo…

A vida e o planeta

Theo, com quatro anos e um mês, em uma conversa no carro passando por uma praça cheia de cachorros:

– Theo, sabia que o papai já teve uma cadela dessa que se chamava Cocada? – conta sua mãe depois de ver um Husky Siberiano.

– É? Mas onde ela está?

– Ela já morreu – explica o pai.

– Por que os cachorros morrem?

– Porque são animais, como as pessoas, nascem, vivem, morrem, é a vida… – filosofa um pouco a mãe.

– Tudo bem… (pausa reflexiva)… Mas, mãe, como é que começou o planeta Terra?

Últimas do Ian

Ian, com 2 ans e 3 meses, adora balançar e no sítio chega a ficar uns vinte minutos entretido com o vaivém. Em um dia desses, sua mãe perguntou:

– Tá cansado, filho?

E ele respondeu:

– Não, mãe, “tô velaxando”…

 

 

E antes disso, ele declarou animado:
– Mamãe, eu não “xô” neném!

– Não, meu amor, você cresceu, né?

– É! Eu “xô” filhinho!

 

 

É meu?

Marina é a filha caçula de três irmãos. Certa vez, quando ela tinha uns quatro anos e a família toda se arrumava para fazer uma visita, sua mãe pediu:

– Filha, penteia o cabelinho que daqui a pouco vamos à casa do Seu Jaime.
Marina se penteou e ficou bem arrumadinha, mas os irmãos e os pais estavam demorando muito, então, ela resolveu intervir:
– E aí? Mas que horas nós vamos na casa do Meu Jaime?