Tipos de frutas

Artur e a mãe indo para a escola. No caminho, ele encontra no chão um tipo de vagem, fruto de alguma árvore, caído no chão:
– Mamãe, o que é isso?
– É uma fruta. Caiu desta árvore.
(Pausa. Artur olha a mãe com cara de interrogação)
– É assim, filho: tem fruta que a gente come e fruta que a gente não come. Que tipos de fruta a gente come?
– Limpa!

Metaletras

– Mãe, as letras formam as palavras, né? – pergunta Theo com quatro anos e nove meses.

– Sim. – responde sua mãe.

– Mas existe letra dentro das letras, né?

– Como assim?

– Por exemplo, “H”(soletra), “A-GÁ”! Dentro do “H” tem “A”!

letrah

(imagem: portaldoprofessor.mec.gov.br)

Pra que contar carneirinhos?

Theo, com 5 anos, conversando com o pai antes de dormir:

– Boa noite, filho.
– Pai, sabe o que tem dentro da minha cabeça agora?
– O quê?
– Tem uma linha retângula, que tem uns risquinhos e uns números. São duas linhas retângulas uma assim e uma assim (mostra com a mão uma linha vertical e uma horizontal), aí tem os números e eu fico contando, sabe?
– Seeei. Boa noite, filho.
– Boa noite.

Obs: o pai do Theo é programador e a mãe ficou bem preocupada com essa herança genética se manifestando 🙂

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Imagem: pixabay

(história enviada pelo Mauricio)

 

Do coração

Ian, 5 anos, tem dito que quer ser médico e também “biogatário” (não me pergunte onde ele e o pai dele acharam esse nome, mas sei que tem a ver com o fato dele estar apaixonado por gatinhos)… tem falado bastante do que quer fazer quando crescer e tal… ontem ele chegou perguntando:

– Ô mãe, quando a gente pede essa coisa que a gente quer fazer é o coração que faz?
– Como assim, filho? Quando você escolhe o que quer trabalhar?
– É, quando a gente escolhe o que quer trabalhar é o coração que faz ou a gente tem que se preparar?
(mini suspiro da mãe encantada)
– Acho que as duas coisas, filho.

Ioiô

Com três anos, Vaninha estava brincando com um ioiô japonês, aquele que é um papel encerado e enrolado em um palito e que só se mantém assim enrolado se for preso por um elástico, pois a qualquer movimento ele se desenrola e forma um canudo.
Depois de esticar várias vezes o ioiô, enrolou no palito para guardar, mas o rolinho de papel não parava firme porque ela não tinha nada com que prender. Depois de várias tentativas, reclamou:
– Ô mãããããe, o meu ioiô só tá cochichando.
– Cochichando Vaninha? Você sabe o que é cochichar?
– Sei! Quem cochicha o rabo espicha!