Marina é a filha caçula de três irmãos. Certa vez, quando ela tinha uns quatro anos e a família toda se arrumava para fazer uma visita, sua mãe pediu:
– Filha, penteia o cabelinho que daqui a pouco vamos à casa do Seu Jaime.
Marina se penteou e ficou bem arrumadinha, mas os irmãos e os pais estavam demorando muito, então, ela resolveu intervir:
– E aí? Mas que horas nós vamos na casa do Meu Jaime?
Diversas do Miguel
Miguel, agora com 2 anos e 5 meses, produziu muitas pérolas este ano. E, claro, que elas não poderiam deixar de enfeitar o nosso blog…
Meninos e Meninas
– Mamãe, o que é isso?
– É o pinto, filho.
– A mamãe tem pinto?
– Não, filho. A mamãe é menina. O Miguel é menino.
– O papai tem pinto. Igual ao Miguel.
– É. O papai tem pinto. Ele é menino, né, filho?
– Não, o papai é tio.
Controle remoto inteligente
– Papai, bota Backyardigans?
E o pai, querendo ver um pouco mais do programa a que assistia:
– Onde tem Backyardigans?
– No lugar certo!
Memória ou chute?
– Filho, como você nasceu?
– Da barriga da mamãe.
– E como você saiu de lá?
– Pelo túnel.
Chameguinho materno
– Mamãe, zamo ficá bem aganhadinhu?
Gentilezas da Anita
Anita, com 1 ano e 8 meses, acordando gentilmente sua mãe:
– Mamãe, acoda o olho!
E, muito educada, criando uma nova palavra que resume aquela troca de gentilezas toda:
– Obigadadinada!
A lógica da arrumação
Gael, com 1 ano e 10 meses, dialogando com sua mãe no meio de muitos brinquedos espalhados:
– Quem fez essa bagunça?
– Gaiéu.
– Então, quem tem que arrumar?
– Mamáin.
Barista de frutas
Benjamim, quatro anos e super colaborando com o blog nas últimas semanas:
– Mãe, quando eu crescer vou ser suquista! Vou fazer um monte de sucos gostosos pra gente. E você o que quer ser quando crescer? Princesa?
Dodói
Tomás tem dois anos e uma vez tomou picadas de uma formiguinha muito chata. Depois de chorar um pouco, brincou com a sua mãe de matar as formigas (imaginárias) que picam.
Passado algum tempo ele mostrou um machucadinho que tinha na testa e sua mãe falou:
– Ai, filho, quer que eu dê um beijinho para sarar o dodói?
Mas isso não era mais suficiente, então, ele respondeu:
– Não, mamãe, eu quero que você “mata” o dodói!
Banana no frio
Descoberta na banheira
Rio de Janeiro, aquele calor das músicas da Fernanda Abreu… E o Hugo, com 2 anos e pouco pediu para ficar mais tempo brincando na banheira.
– Ok – responde qua mãe – mas eu vou lá na sala falar com a tia Cris e já volto.
Da sala, a tia do Hugo ouvia as risadas e o barulho de água sendo espalhada para todos os lados.
Até que: silêncio… E um grito, com tom de desespero:
– Mamãe, mamãe, mamãe!
A mãe volta correndo e encontra o filho com as pernas levantadas e a mão no traseiro, dizendo:
– Mamãe, mamãe! Costura aqui! Tem um buraco no meu bumbum!
A crença no futebol
Árvores e problemas
João Pedro, de 2 anos e 9 meses, já gosta de observar a natureza e também de descobrir o significado das palavras.
Dia desses, vendo o vento bater nas árvores, ele observou animado:
– Olha mãe! As árvores estão dançando!
E, tempos depois, quis entender melhor um problema:
– Mãe, o que é pobema?
– Problema é uma coisa difícil de resolver – explicou sua mãe.
Mas ele não se deu por satisfeito e completou:
– Não, mãe, uma coisa difícil de resolver é mistério!

