Um carinho diferente

Almoço de família, com amigos convidados, e a Sofia, de 2 anos, não estava com paciência, principalmente com a prima, também de 2 anos, como o centro das atenções.

Papo vai, papo vem e de repente a prima leva o maior tapão!

– Filha, você bateu na sua prima??? – pergunta a mãe, tentando entender a situação.

E com muita calma e cara de santinha, a Sofia responde:

– Nããão, mamãe, eu não bati, eu fiz um carinho rápido…

Limão com defeito

Carla, com 3 anos e pouco, sempre foi muito comportadinha, bem educada e também atenta a novas palavras e atitudes.

Certo dia, em um jantar com muitos membros da família, ela viu seu pai espremer um limão na salada e tentou fazer o mesmo. Mas o limão que Carla pegou estava seco e, então, ela pediu:

– Mamãe, pecisa de oto limão.

– Por que filha?

Poque esse aqui fudeu.

Uma escola diferente

A Eva, filha da Tathi, tem quase dois anos e ama desenhos animados. Já viu quase todos os clássicos da Walt Disney e agora está vidrada no Pinóquio. 

Dia desses, ela chamou a mãe e falou com a maior convicção: 
– Mãe, eu vou para a escola!
Como ainda não tinha comentado nada sobre o tema “escola”, Tathiana estranhou e perguntou:
– Mas com quem você vai para a escola?
E a Eva respondeu com a maior cara de levada:
– Eu vou para a escola com o Pinóquio!
(essa só vai entender quem já leu ou assistiu a história do boneco de madeira que queria ser menino 🙂

Exceção!

Amanda tem um primo, chamado Bráulio, que é só 6 meses mais novo que ela.
Quando eles tinham uns 4 ou 5 anos gostavam muito de brincar juntos e, sempre que possível, o Bráulio ia brincar na casa da Amanda. No final de um desses dias, quando Amanda e o pai foram levar Bráulio de volta para a casa dele, encontraram tudo fechado.

Ao ver a cara de decepção de Bráulio, Amanda correu até a porta, pegou um bilhete imaginário e leu em voz alta:
– “Bráulio, precisei sair. Me espere e não vá pra lugar nenhum, exceto pra casa da Amanda”.

Logo tudo se resolveu, pois a mãe de Bráulio, que realmente tinha precisado sair, voltou logo.

Quando soube da história, Lenina, uma das irmãs mais velhas de Amanda perguntou:

– Mas você sabe o que significa “exceto”, Amanda?

E ela respondeu com um ar de “claro que sei”:
– Ai, Le, exceto é bichinho que voa!

Do coração

Ian, 5 anos, tem dito que quer ser médico e também “biogatário” (não me pergunte onde ele e o pai dele acharam esse nome, mas sei que tem a ver com o fato dele estar apaixonado por gatinhos)… tem falado bastante do que quer fazer quando crescer e tal… ontem ele chegou perguntando:

– Ô mãe, quando a gente pede essa coisa que a gente quer fazer é o coração que faz?
– Como assim, filho? Quando você escolhe o que quer trabalhar?
– É, quando a gente escolhe o que quer trabalhar é o coração que faz ou a gente tem que se preparar?
(mini suspiro da mãe encantada)
– Acho que as duas coisas, filho.

Palavrão

Théo, com 3 anos e pouco, dia desses surpreendeu sua mãe dizendo:
– BUNDA!
 Depois de uma leve repressão, ele se defendeu:
– Mamãe, mas BUNDA é um palavrão simples.

– Como assim, filho? Quem te falou essa história de “palavrão simples”- quis saber sua mãe.

– Eu, mamãe, porque tem outros palavrões que não são simples e são MUUUITO feios.

Com medo da resposta, ainda assim sua mãe perguntou:
– Quais por exemplo, Théo?
 
E ele prontamente repondeu:

CALABOCA. Calaboca é um palavrão não-simples!