Lina, com três anos e meio, ajudando o papai a fazer sopa:
– É que eu adoro fazer recortagem, eu adoro… recortagem de batatas.
O bilhete
Theo, que nunca foi um exemplo de boas maneiras, ficou ainda mais difícil com a chegada do irmão.
Em um dia complicado, voltando da escola, segue o diálogo:
– Filho, está escrito aqui na sua agenda que você está mordendo os amigos… A gente já conversou sobre isso, né?
– Quem escritou isso?
– Sua professora.
– Poquê?
– Porque eu pedi para ela me avisar quando acontecer alguma coisa que a gente precise conversar em casa. E não é legal morder os amigos. Você já sabe, você gosta que mordam você?
– Não!
– Então, os amigos também não gostam. Você vai parar de morder os amigos?
– Não! Eu vou pegá uma borracha e vou apagá esse bilete!
Últimas do Ian
Ian, com 2 ans e 3 meses, adora balançar e no sítio chega a ficar uns vinte minutos entretido com o vaivém. Em um dia desses, sua mãe perguntou:
– Tá cansado, filho?
E ele respondeu:
– Não, mãe, “tô velaxando”…
…
E antes disso, ele declarou animado:
– Mamãe, eu não “xô” neném!
– Não, meu amor, você cresceu, né?
– É! Eu “xô” filhinho!
Nova versão musical
Última versão do meu caçulinha (cantando super afinadinho por sinal) para a Música do Milton Nascimento:
“A Lua mamou, mamou
Taçou’ no céu um ‘tompasso’
A Lua mamou, mamou…”
Eu não me aguento e pergunto:
– Mas onde a Lua mamou, Ian?
E ele responde com cara de “óbvio”:
– No ‘mamá’ da mamãe dela, ué!
Celular
Coincidências da vida
Helena, aos 4 anos, conversando com sua mãe sobre aniversários:
– Helena voce sabe o dia do seu aniversário?
– Não.
– É dia 3 de novembro.
– É quando vou fazer 5 anos?
– É, fará 5 anos que você nasceu.
– Quando eu nasci?
– No dia 3 de novembro.
– Nossa, eu nasci no dia do meu aniversário?!
As coisas
Nícolas, com 3 anos, em um momento reflexivo…
– Pai, por que as coisas só acontecem quando elas querem?
(eu também gostaria de saber 🙂
….
E querendo constatar o final da construção da sua casa no sítio, entrando no quarto que estava “de pé”, mas sem acabamento nenhum:
– Oba! Já tá tudo ponto, só faltam as coisas!
Telemarketing
A Julia, agora com 7 anos, não recorta mais vestidos, mas adora atender o telefone de casa. Dia desses, sua mãe estava bem ocupada e, quando tocou o aparelho e a mocinha já correu para atender, ela pediu:
– Julia, se forem aquelas pessoas querendo vender alguma coisa, do banco, do cartão etc, fala que eu não estou, tá?
– Tá – respondeu Julia, já com a mão no aparelho.
Quando a ligação começou, a moça do outro lado perguntou:
– Por favor a Sra. Cristiane, aqui é do cartão fulano de tal…
Mas a Julia rapidamente já interrompeu:
– Olha, ela não está!
– Ah, não está? Então você pode chamar a sua mãe, por favor?
E a Julia, muito brava, saiu gritando:
– Manhêêêê, eu disse que você não tava, mas não adiantou nada!
Pra que contar carneirinhos?
Theo, com 5 anos, conversando com o pai antes de dormir:
– Boa noite, filho.
– Pai, sabe o que tem dentro da minha cabeça agora?
– O quê?
– Tem uma linha retângula, que tem uns risquinhos e uns números. São duas linhas retângulas uma assim e uma assim (mostra com a mão uma linha vertical e uma horizontal), aí tem os números e eu fico contando, sabe?
– Seeei. Boa noite, filho.
– Boa noite.
Obs: o pai do Theo é programador e a mãe ficou bem preocupada com essa herança genética se manifestando 🙂
Imagem: pixabay
(história enviada pelo Mauricio)


