Saaai!!!


Henrique, com 1 ano e 7 meses, insistia em passar por todos os lugares onde havia pessoas com seu “Saaaai!” pouco social. Seus pais sempre incentivavam o uso de “Dá licença”, que às vezes tinha efeito, repetido como “Licence” pelo pequeno.
Um dia, Henrique estava tomando banho com sua mãe e resolveu dar voltas pelo box, falando:
– Saaaaai!!!

Ao ser lembrado do “dá licença”, logo mudou sua solicitação para:

– “Licence”, mamãe.

Depois de muitas brincadeiras, quando ambos já estavam enrugados de tanto tempo na água, sua mãe perguntou:
– Henrique, quer SAIR do banho?

E, muito rápido ele fez questão de “corrigir”:
– “LICENCE”, mamãe!


Elefante

A mãe dirigindo e Ian, com 2 anos e meio, na cadeirinha do carro e com um livro emprestado de um amiguinho nas mãos:

Óia, mãe, esse lívo tem gilafa, zêba e elefante!
– Que legal, filho!
Óia aqui dênto… achei a gilafa!… aqui a zêba!
(pausa)
– Cadê o elefante?
– Procura, filho.
– Já poculei, não tem…
– Deve ter filho… agora eu tô dirigindo, mas quando a gente chegar em casa, eu te ajudo a achar o elefante, tá?
(mini pausa pro espanto)
– Tem elefante na nossa casa???

(adoro essas “literalidades” dos 2 anos, hahaha!)

elephant

Cedilha

Esses dias, o Caio (3 anos e meio) estava brincando com as letras do alfabeto e falou para sua mãe:

– Vou fazer um “o dilha”.

“O dilha? O que será isso?”, pensou sua mãe.

Então, observando os rabiscos do pequeno, entendeu que era a letra “Q”. Caio associou: se o cê-cedilha é um “C” com um risquinho embaixo e o “Q” é um “O” com um risquinho embaixo, logo, ele se chama “o dilha” 🙂

Casamento

Aula de História, 7º anos (ou seja, alunos de cerca de 12 anos). A professora explica:

– Na Idade Média o casamento entre nobres não tinha nada a ver com amor, tinha a ver com interesses políticos, as mulheres não tinham muita escolha, eram obrigadas a se casar com quem seus pais determinassem…

E, em quatro turmas diferentes a reação das meninas foi unânime:
– Mesmo se o cara fosse feio???!!!!

Protetores


João, com 8 anos, participou do campeonato de Taekwondo e contou para sua avó tudo o que aprendeu, inclusive como são as regras e tudo mais. 

Depois de ouvir que ele tinha usado protetor bucal sua avó arriscou uma pergunta inocente:

– E você usou protetor de sexo pra não machucar também?

E, então, João ficou bem sério e teve que explicar tintim por tintim:

– Vovó, que é isso?! Sexo não é órgão, é gênero, feminino e masculino ou transar. O protetor é genital, de pênis ou vagina.

Sinceridade master

Téo, com 5 anos, foi visitar seu bisavô, que, todo orgulhoso, quis mostrar o quartinho de ferramentas para o bisneto. Durante a visita, o biso perguntou:

– E aí, o que achou, Téo?

E ele respondeu:

– Nossa… quanta coisa velha!

Outro dia, Téo chegou bem na hora da soneca do biso e logo falou:

– Você só nana? Vai trabalhar!

Noveleira

No carro com sua mãe, Helena, com 5 anos, escuta no rádio uma música com a palavra “novela”.

– Olha, novela! – diz Helena, empolgada.

– É, novela… – responde sua mãe intrigada. E, querendo entender melhor, pergunta:

– Mas, Lelê, você sabe o que é novela?

E Helena responde muito apropriada do assunto:

– Sei, é um tipo de lã.