Brincando com bonecas:
– Preparem-se, vai começar a dança!
(pausa)
-Não, esperem-se!!
“Dedurando” o irmão mais novo:
– Mamãe, olha o que o Heitor fez…puxou da tomada….desapagou tudo!
Brincando com bonecas:
– Preparem-se, vai começar a dança!
(pausa)
-Não, esperem-se!!
“Dedurando” o irmão mais novo:
– Mamãe, olha o que o Heitor fez…puxou da tomada….desapagou tudo!
Gael, com 2 anos e 10 meses, sempre observador:
– Olha, mãe, o caminhão de fazê ciumento!
Vinicius tem seis anos e, mesmo em dias dias de muito frio, detesta se agasalhar. Ele vai passar um dia inteiro com amigos do curso de Inglês e se recusa a colocar uma blusinha de frio.
Certa vez, com os termômetros marcando oito graus, sua mãe não aguentou e colocou muitos casacos em Vinícius. Bem contrariado, ele tentou explicar:
– Mãe você é OBSESSIVA! Parece doida me enchendo de blusas, não tô com frio!
Até hoje ninguém sabe de onde ele tirou esse “diagnóstico psiquiátrico” para a mãe :), mas a explicação de Vinicius para sua falta de frio (e também para outras atitudes diferentes) é a fala:
– Foi Deus que me fez assim!
Ian, 5 anos, tem dito que quer ser médico e também “biogatário” (não me pergunte onde ele e o pai dele acharam esse nome, mas sei que tem a ver com o fato dele estar apaixonado por gatinhos)… tem falado bastante do que quer fazer quando crescer e tal… ontem ele chegou perguntando:
– Ô mãe, quando a gente pede essa coisa que a gente quer fazer é o coração que faz?
– Como assim, filho? Quando você escolhe o que quer trabalhar?
– É, quando a gente escolhe o que quer trabalhar é o coração que faz ou a gente tem que se preparar?
(mini suspiro da mãe encantada)
– Acho que as duas coisas, filho.
Jéssica, que já passou um pouquinho dos trinta anos, teve um diálogo bem interessante com uma das crianças de seis anos do Instituto onde trabalha:
– Oi! Tudo bem.
– Você sabe o que uma psicóloga faz?
– Não…
– Eu ajudo as pessoas. Posso ajudar a resolver problemas, por exemplo. Você tem algum?
– Sim! Eu não consigo passar de fase no meu jogo… Você me ajuda?
Lia, com 5 anos e 10 meses, batendo uma papo com a Cinderela no telefone de brinquedo:
– Alô?! Ooooooi, Cinder, tudo bem? Como foi o baile? Puxaaaaa, fiquei sabendo que perdeu seu sapatinho, verdade? Já almoçou?