Alta estima (ou “ninguém tem um filho mais leonino do que eu”)

Família brincando no tatame do quarto; um abraça o outro, todos abraçam todos. Theo, com 4 anos e 8 meses em um dia bem humorado, distribuiu muitos beijinhos e abraços entre o pai, a mãe e o irmãozinho. Até que se empolgou e, entre um carinho e outro, declarou animado:

– Adoro você!
– Adoro você!
– Adoro você!
– Adoro eu mesmo!
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Ilustração especialmente feita para o Blog!
Por Ana Saula

Do contra total

Diálogo na casa da Bebel, quando ela tinha 1 ano e 8 meses:
Mãe: – Bebel, quer passear?
Bebel: – Passear, não.

Pai: – Quer ficar em casa?

Bebel:  – Em casa, não.
Mãe: – Quer dormir?
Bebel: – Dormir, não.
Pai: Quer brincar?
Bebel: Brincar, não.

Mãe: – Mas você só fala não? Fala “sim” também!

Bebel: Sim, não!

Miguel, partos e reencarnações

Miguel, após conhecer sua prima que acabara de nascer e mostrando-se bem informado sobre a fisiologia reprodutiva feminina:
– A Jaci, com essas bochechas enormes…nossa…deve ter sido difícil passar pela xoxota da tia Nani pra nascer!
E recorrendo a “filosofia reencarnacionista” para argumentar com sua mãe:
– Mãe, sabe porque eu não posso dar para o Benjamim essa bicicleta que ficou pequena para mim? Porque quando eu morrer e nascer outra vez, eu vou ter 5 anos de novo, então, tenho que deixar ela guardadinha.

O pensador

Theo, ainda com quatro anos e nove meses, voltando para casa com sua mãe:

– Ô, mãe!

– Oi!

– Tem um pensamento na minha cabeça, que eu não quero mais que fique na minha cabeça!

– Que pensamento?

– Eu não quero te falar qual é o pensamento, eu só quero tirar o pensamento da minha cabeça!

– Ok, então pensa em outra coisa.

(silêncio)

– Ô, mãe!

– O que foi?

– Você falou pra eu pensar em outra coisa e agora tem dois pensamentos na minha cabeça!

pensamentos
(imagem: http://palavrasemilimagens.blogspot.com.br)

 

A cara da mãe

Bebel, com dois anos e pouco, estava no colo de sua mãe, quando uma amiga da família disse:

– Nossa, Bebel, você está a cara da sua mãe!

Mas ela rapidamente corrigiu (apontando para o rosto da mãe):

– Não, não, a cara da minha mãe tá aqui!