Olívia, com 2 anos e 11 meses, nesses dias de calor não aguentou e declarou:
– Estou morrendo de morta!
E, outro dia, foi surpreendida durante seu lanchinho:
– Mamãe, minha torrada caiu em cima do chão!
Olívia, com 2 anos e 11 meses, nesses dias de calor não aguentou e declarou:
– Estou morrendo de morta!
E, outro dia, foi surpreendida durante seu lanchinho:
– Mamãe, minha torrada caiu em cima do chão!
Theo, com quatro anos e um mês, em uma conversa no carro passando por uma praça cheia de cachorros:
– Theo, sabia que o papai já teve uma cadela dessa que se chamava Cocada? – conta sua mãe depois de ver um Husky Siberiano.
– É? Mas onde ela está?
– Ela já morreu – explica o pai.
– Por que os cachorros morrem?
– Porque são animais, como as pessoas, nascem, vivem, morrem, é a vida… – filosofa um pouco a mãe.
– Tudo bem… (pausa reflexiva)… Mas, mãe, como é que começou o planeta Terra?
Tomás tem dois anos e uma vez tomou picadas de uma formiguinha muito chata. Depois de chorar um pouco, brincou com a sua mãe de matar as formigas (imaginárias) que picam.
Alice, com toda experiência dos seus 4 anos e a sensibilidade de uma garota esperta:
– Por que a Merida não tem príncipe? É por que ela é corajosa?
Carolina, de três anos, acompanha a segunda gestação de sua mãe. Certa vez, depois de almoçar bastante e de comer sobremesa, ela pergunta:
– Mamãe, tem um bebê na sua barriga, né?
– Tem, filha, tem um bebê, que é o seu irmãozinho.
Neste momento ela levanta a blusa e mostra o barrigão:
– Ah, na sua barriga tem bebê e na minha tem morangos!!!
…
Voltando do parque da Água Branca, passo por uma mãe e uma filha a caminho da feira de produtos orgânicos…
– Não, eu não quero comprar frutas! -diz a menina que deve ter uns dois anos e meio.
– Mas, filha, você gosta de frutas – insiste a mãe.
– Eu não gosto de frutas! – reafirma a menina.
– Gosta, filha, você gosta de morango e…
– Mas morango não é fruta!
– Não? Morango é o quê?
E com “ar de água na boca”, ela finaliza:
– Ah, morango é delícia!!!
Tsu é um menino bastante observador, que adora conversar e compartilhar suas opiniões.
Certa vez, quando estava com 3 anos e meio e participando de uma aula de música, ele ficou muito intrigado com o fato do professor estar rouco.
Ao longo das canções, foi ficando inconformado, até que perguntou, já tentando resolver a situação:
– Ô, Tanã, por que você não fala com a voz que é sua, hein?
Ian, com 1 ano e 5 meses, quando vê uma galinha:
– Cocó!
E quando vê um cavalo:
– Pococó!
A amiguinha do Miguel tem 2 anos e 9 meses e quebrou o braço esses dias. Diante da reação de uma adulta que exclamou “ai, que dó do bracinho…”, ela logo explicou:
– Não fica triste. Eu tenho outro.
Theo, com 3 anos, conversando com o pai na hora de dormir:
– Pai, quantos “irmões” você tem?
– Três, filho.
– É “muitos irmões”, né pai?
– Não, é bom ter irmãos.
(silêncio, o pai ainda na esperança que ele adormeça…)
– E quantos filhos você tem?
– Dois, você e o Ian.
– Não é muito dois filhos, né, pai?
– Por enquanto está bom, Theo. Dorme.
(mais silêncio)
– Pai… e por que você só tem uma mulher? Não quer ter duas também?
E alguns meses depois, logo ao acordar:
– Pai, o Ian é bebezinho, né?
– É, filho. Mas ele tá crescendo, né?
– É, ele era mais bebezinho pequenininho. Agora ele meninou um pouco.