Idioma universal

A Bebel sempre foi conversadeira e, mesmo antes de aprender as palavras da Língua Portuguesa, já se comunicava com longos discursos no idioma dos bebês – o que seus pais batizaram de “bebeiês”.
 
Com dois aninhos e já craque no vocabulário brasileiro, ela viajou com os pais para Paris e se interessou bastante pelo idioma estrangeiro.

Tanto que já na primeira vez que vieram falar com ela em francês, ela respondeu sem inibição algo do tipo:

Badagu Loguiaxi blefxianhiem

E quando sua mãe perguntou o que eles estavam falando, a pequena respondeu com aquela carinha de “como assim? Você não percebeu???”:

Bebeiês, mamãe!

Uma história puxa a outra

O enteado da Manoela, Cauã de 4 anos, quer fazer sempre tudo sozinho. Um dia, quando ele estava colocando leite no copo, seu pai disse:

– Toma cuidado, Cauã, toda vez que você coloca leite sozinho, no finalzinho você derruba leite na mesa.
E o Cauã, respondeu indignado:
– Não! Teve uma vez que eu derrubei no comecinho!

Depois de darem risada, Manoela lembrou de outra hsitória e contou para o marido:
“Quando meu irmão, Caio, tinha 3 anos e fez uma travessura, minha mãe disse:
– Caio, se você fizer isso de novo, eu vou te dar uma surra, que você nunca mais vai esquecer!
Meu irmão ficou muito bravo e saiu dizendo: 
– Eu vou esquecer sim! Você vai ver como vou esquecer!”


O Cauã ouviu a história e achou muito engraçada e pediu muitas vezes: 
– Conta de novo a história do seu irmão?! 
E toda vez rachava o bico. Durante dias. Até que uma vez ele pediu, Manoela contou e Cauã, morrendo de rir perguntou:
– …aiai, Manô… o que é surra?

Apostas e Rock and Roll

Miguel tornou-se um frequente colaborador do blog (eba!) e semana passada envolveu-se com jogos de aposta e músicas barulhentas:

Corrida
– Mamãe, vamos apostar corrida? – pergunta o rapazinho.
– Não, filho, a mamãe está com preguiça.
– Mas então, vamos correr sem apostar?

Rock pesado
No meio da brincadeira, Miguel começou a gritar e fazer gesto com a mão na altura da barriga, como quem toca uma guitarra.
– Tá tocando rock, filho? – pergunta sua mãe.
E ele responde empolgado:
– É um rock muito roll, mamãe.

País zinho

Delícias da sala de aula da prof. Nanci:

– Nanci, sabe qual é o mais menor país do mundo? – pergunta um aluno de 6 anos.
– Não existe “mais menor”. – explica a professora.
– Ah tá, mais pequeno!
– Ainda não, pode melhorar…
– Ah, sei, menor!!!
– Isso! E qual é o menor país do mundo?
– Aiaiaiai, é tanta coisa pra falar que agora esqueci o país!

Mas no dia seguinte ele fez melhor, levou um livro para ajudar a responder e declarou animado:


– Aqui ó, é o Plutão!

Super herói em desenvolvimento

Esperando seu horário no consultório do ortopedista, Bruno parece bastante entediado. Passa a mão em todas as revistas, corre de um lado para outro e inicia conversa com todas as pessoas que também estão esperando, mas ninguém parece dar muita bola para ele. Sua mãe pede inúmeras vezes que sente ao lado do irmão um pouco mais velho, o Renato, mas Bruno parece incansável. 
De repente, ele começa a brincar de super herói, pulando dos móveis e fazendo a maior bagunça. Renato fica incomodado e resolve interferir:
 
– Bruno, para quieto!
– Mas eu sou um super herói! – responde Bruno, meio indignado.
– É nada… super herói tem super poderes e…
– Eu tenho super poderes!!! – interrompe, mais indignado ainda.
– Você nem consegue voar! Como você é um super herói e não consegue voar??

Após uma breve pausa, Bruno, acha sua resposta e explica, com calma:

– É porque eu sou fiote de super herói ainda.