Super herói em desenvolvimento

Esperando seu horário no consultório do ortopedista, Bruno parece bastante entediado. Passa a mão em todas as revistas, corre de um lado para outro e inicia conversa com todas as pessoas que também estão esperando, mas ninguém parece dar muita bola para ele. Sua mãe pede inúmeras vezes que sente ao lado do irmão um pouco mais velho, o Renato, mas Bruno parece incansável. 
De repente, ele começa a brincar de super herói, pulando dos móveis e fazendo a maior bagunça. Renato fica incomodado e resolve interferir:
 
– Bruno, para quieto!
– Mas eu sou um super herói! – responde Bruno, meio indignado.
– É nada… super herói tem super poderes e…
– Eu tenho super poderes!!! – interrompe, mais indignado ainda.
– Você nem consegue voar! Como você é um super herói e não consegue voar??

Após uma breve pausa, Bruno, acha sua resposta e explica, com calma:

– É porque eu sou fiote de super herói ainda.


Tênis poderoso

Luca, com 5 anos e 4 meses, quando ganha um tênis novo, gosta de perguntar:
– Qual o poder desse tênis? Correr muito rápido? Saltar muito alto?
Dia desses, ele ganhou um novo calçado de seu pai e, portanto, quis saber:
– Qual o poder deste tênis?

– De andar longas distâncias sem se cansar! – respondeu o pai orgulhoso.

Mas Luca precisou completar:

– Acho que ele tem também o poder de ser um pouco feio.

Diversas do Miguel

 Miguel, agora com 2 anos e 5 meses, produziu muitas pérolas este ano. E, claro,  que elas não poderiam deixar de enfeitar o nosso blog…
Meninos e Meninas
– Mamãe, o que é isso?
– É o pinto, filho.
– A mamãe tem pinto?
– Não, filho. A mamãe é menina. O Miguel é menino.
– O papai tem pinto. Igual ao Miguel.
– É. O papai tem pinto. Ele é menino, né, filho?
– Não, o papai é tio. 
Controle remoto inteligente
– Papai, bota Backyardigans?
E o pai, querendo ver um pouco mais do programa a que assistia:
– Onde tem Backyardigans?
– No lugar certo!
 
Memória ou chute?

– Filho, como você nasceu?
– Da barriga da mamãe.
– E como você saiu de lá?
– Pelo túnel.

Chameguinho materno
– Mamãe, zamo ficá bem aganhadinhu?
 

Ave Maria de Jobim

O pai de Bianca, de quatro anos e pouco, chegou em casa e encontrou a filha ajoelhada, com as mãozinhas unidas em oração. Achou um pouco estranho, já que esse não era um hábito da família, mas resolveu se aproximar em silêncio para não atrapalhar. Chegando mais perto, ele escutou a pequena falando baixinho:

– Ave Maria, cheia de graça, é ela a menina que vem e que passa, num doce balanço a caminho do mar.
oracao
(imagem: pixabay.com)

Sinceridade master

Téo, com 5 anos, foi visitar seu bisavô, que, todo orgulhoso, quis mostrar o quartinho de ferramentas para o bisneto. Durante a visita, o biso perguntou:

– E aí, o que achou, Téo?

E ele respondeu:

– Nossa… quanta coisa velha!

Outro dia, Téo chegou bem na hora da soneca do biso e logo falou:

– Você só nana? Vai trabalhar!

Frutos do mar e maionese

Theo, ainda com quatro anos e nove meses, saindo da escola e voltando no carro:

– Se existe cavalo marinho, existe vaca marinha? – pergunta o mocinho.
– Não, mas existe Peixe-boi… – responde sua mãe.
– Tá.
– E como foi na escola hoje?
– Foi legal, a Letícia foi, mas a Sofia faltou.
– Ela deve estar viajando.
– Ela tá viajando na maionese! (Rindo sozinho). Ô, mãe, como é que viaja na maionese?
– É um jeito de falar, né, filho. Quando alguém está distraído, não escuta o que o outro diz ou quando tá pensando em muitas coisas e nem percebe o que acontece na hora.
– Tá.
Após raro momento de silêncio, a mãe muda o caminho para comprar produtos de limpeza.
– Ô mãe, onde a gente tá indo?
– No supermercado.
– Onde?
– No supermercado!
– Onde?
– No supermercado!! Que foi, Theo, tá com o ouvido sujo?
– Não, né, mãe, tô viajando na maionese! (E volta a dar risada, feliz da vida)

maionesecrédito da imagem: guiadoscuriosos.com.br