Ian, com quase 3 anos, observando bichinhos na varanda:
– Paaai! Vem vê aquele bicho que anda beeem divagazinho… uma Mesma!!!
Ana Luisa, com 3 anos, e dificuldades para escutar:
– Mãe, eu não OUVO nada.
– Ana Luiza, não é assim que se fala. O certo é “OUÇO”. OVO é de galinha. – explica sua mãe.
E a pequena, logo conclui:
– E OSSO é de cachorro!.
Theo, com 3 anos, conversando com o pai na hora de dormir:
– Pai, quantos “irmões” você tem?
– Três, filho.
– É “muitos irmões”, né pai?
– Não, é bom ter irmãos.
(silêncio, o pai ainda na esperança que ele adormeça…)
– E quantos filhos você tem?
– Dois, você e o Ian.
– Não é muito dois filhos, né, pai?
– Por enquanto está bom, Theo. Dorme.
(mais silêncio)
– Pai… e por que você só tem uma mulher? Não quer ter duas também?
E alguns meses depois, logo ao acordar:
– Pai, o Ian é bebezinho, né?
– É, filho. Mas ele tá crescendo, né?
– É, ele era mais bebezinho pequenininho. Agora ele meninou um pouco.
– Nossa, Bebel, você está a cara da sua mãe!
– Não, não, a cara da minha mãe tá aqui!
Esses dias, o Caio (3 anos e meio) estava brincando com as letras do alfabeto e falou para sua mãe:
– Vou fazer um “o dilha”.
“O dilha? O que será isso?”, pensou sua mãe.
Então, observando os rabiscos do pequeno, entendeu que era a letra “Q”. Caio associou: se o cê-cedilha é um “C” com um risquinho embaixo e o “Q” é um “O” com um risquinho embaixo, logo, ele se chama “o dilha” 🙂
A amiguinha do Miguel tem 2 anos e 9 meses e quebrou o braço esses dias. Diante da reação de uma adulta que exclamou “ai, que dó do bracinho…”, ela logo explicou:
– Não fica triste. Eu tenho outro.