Intercâmbio

Theo, com quatro anos e nove meses, e Martin, com quatro anos e um mês, fazendo bagunça no sítio enquanto os pais tentavam descansar…

– Nossa, não vejo a hora de vocês dois ficarem adolescentes e poderem viajar para outros países… – fala o pai do Theo.

-Isso, vocês podem fazer um intercâmbio. – completa o pai do Martin.

– Eu não vou! – protesta Theo – Eu não vou, porque eu gosto muito do nosso planetinha!

– Eu vou! – declara Martin – Eu vou querer ir pra Votuporanga!

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Consertando

Davi, com quatro anos e dez meses, conversando com sua mãe:

– Mamãe, quando as pessoas ficam doentes existe conserto?
– Para cada tipo de doença, existe um tratamento que “conserta” – explica sua mãe, que também pede: – filho, coloca suas meias que está frio, pra você não ficar doente.
– Não vou colocar! Como eu fico doente? Com gripe?
– Sim.
– Hummmm… – pensou, pegou as meias, pediu ajuda pra recolocar e perguntou novamente: – Mamãe, quando a gente quebra alguns fósseis tem conserto?

consertar

(imagem: gartic.uol.com.br)

Anel mágico

A Maíra, minha xará, tinha três anos e estava indo para a casa dos avós, quando ganhou um anelzinho regulável de sua mãe. Encantada com a novidade, a pequena achou o máximo controlar o tamanho do anel. 
 
E, assim que chegou na casa dos avós, ela fez questão de explicar:
 
– Vovô, olha que legal esse anel que minha mãe me deu! Ele nui e diminui!

Por favor!!!

Theo, com 1 ano e 8 meses,  já fala pelos cotovelos e quando quer uma coisa não pede, exige!!! (Com muitos pontos de exclamação mesmo). 
Sua mãe (no caso, eu 🙂 já lhe explicou várias vezes que, quando queremos algo, podemos pedir com calma, dizendo “por favor” e esperar pelo tempo da outra pessoa.
Com todas estas explicações, Theo aprendeu a falar o “pofaô” desde 1 ano e pouco, mesmo que aos berros, como quando está com sede e grita: “Ábaaaa!!! Pofaô!!!!
Dia desses, indo para o sítio no carro com seus pais, ele viu um pacote de bolacha de Água e Sal e logo começou:
Acha, mamãe! Acha!! Achaaa!!!
– Calma, Theo, já vou pegar… – respondi ainda com calma.
Acha!! Achaaa!!! Achaaaa!!!! – insistiu Theo, ignorando o pedido de calma.
– Theo, eu não vou dar bolacha nenhuma desse jeito, você sabe muito bem que não precisa gritar e que é para pedir “por favor”, não sabe? Então para de gritar e pede “Acha, por…”
To! Porto, mamãe!!! Oint, oint!
(Fala final com direito a cara de porquinho e tudo, ai, ai, ai…)

Fases da Lua

Rita, com dois anos, já se interessava pelos fenômenos da natureza e demonstrou uma percepção que pode enriquecer o trabalho de muitos astrônomos.

Certa vez, passeando com seu pai à noite, ela prestou atenção na Lua, que estava naquela fase  em que vemos metade do disco, no período em que a parte iluminada está em crescimento, e disse:

– Olha, papai, a Lua Risente!

Protetores


João, com 8 anos, participou do campeonato de Taekwondo e contou para sua avó tudo o que aprendeu, inclusive como são as regras e tudo mais. 

Depois de ouvir que ele tinha usado protetor bucal sua avó arriscou uma pergunta inocente:

– E você usou protetor de sexo pra não machucar também?

E, então, João ficou bem sério e teve que explicar tintim por tintim:

– Vovó, que é isso?! Sexo não é órgão, é gênero, feminino e masculino ou transar. O protetor é genital, de pênis ou vagina.