Marina é a filha caçula de três irmãos. Certa vez, quando ela tinha uns quatro anos e a família toda se arrumava para fazer uma visita, sua mãe pediu:
Como se engravida?
Ibidos fumantes
Artur, com 4 anos e pouco, no avião com sua mãe:
– Mãe, aquele desenho ali é “proibido fumar”, né?
– É. Não pode fumar. – responde sua mãe.
– Ah, tá. [pequena pausa] É que nós não somos “ibidos”.
– Como é que é?
– Nós não somos “ibidos”, mãe. Nós somos humanos.
(Bom, humanos fumam, mas no avião é pro “ibido” fumar.
Deixa os “ibidos” fumarem, então… :))
Liberdade assistida
Paulinho, com 5 anos, precisou acompanhar o pai em um dia de trabalho no escritório. Mesmo com algumas tentativas de entretenimento oferecidas pelos colegas do pai, ele ficou entediado, e resolveu riscar as paredes da sala.
Após uma bronca das grandes, Paulinho ficou muito bravo e declarou:
– Vou fugir de casa!
Decidido, pegou sua mochilinha e foi em direção à porta. Mas, antes de sair, completou:
– Você me leva, papai?
Hoje, amanhã…
Lina, com 3 anos e 8 meses, lá no Rio de Janeiro:
– É hoje que é amanhã, mamãe?
E Theo, com 4 anos e 2 meses aqui em São Paulo, talvez um pouco entediado com a rotina:
– Hoje é Hoje? Mas todo dia é hoje? E amanhã é sempre amanhã?
Pé de vó
Theo, com 4 anos e meio, mexendo no pé da avó, que tem Joanete e alguns calos:
– Ihhh, Vó, seu pé não deu certo, hein?
Fim do mundo
Miguel, 8 anos, conversando com o pai:
– Pai, o mundo vai acabar um dia?
– Sei lá, mas acabar como, filho?
– Morrer, se destruir em vários pedaços…
– Mas aí nós iríamos morrer?
– Não pai, iríamos ficar flutuando no espaço até encontrar outro planeta para viver…
– Entendi. E qual planeta você queria viver?
– Não sei, mas Marte não dá pois é muito perto do Sol…. Hum, acho que iria querer viver em Saturno para poder patinar nos anéis!
Tarefa lusitana
Sinceridade master
Téo, com 5 anos, foi visitar seu bisavô, que, todo orgulhoso, quis mostrar o quartinho de ferramentas para o bisneto. Durante a visita, o biso perguntou:
– E aí, o que achou, Téo?
E ele respondeu:
– Nossa… quanta coisa velha!
Outro dia, Téo chegou bem na hora da soneca do biso e logo falou:
– Você só nana? Vai trabalhar!


