– Ceci, chama o vovô para mim? – pede a mãe.
– Vovôôô – chama Ceci, com 1 ano e 7 meses.
– Ih, Ceci ele não está escutando, grita para ele…
– Ahhhhhhhh!!! – obedece a pequena.
Aula de História no 7º ano; comparação entre Arte Medieval e Arte Renascentista. A professora explica:
– Nas obras de arte Renascentistas a noção de perspectiva, profundidade e proporção é muito mais precisa do que na medieval. O corpo dos seres humanos passa a ser retratado com muito mais minúcia de detalhes, blablabla...
No livro, os alunos observam um exemplo de obra renascentista: A Criação de Adão (Michelangelo – teto da capela Sistina).
– Professora, você tem certeza que essa obra é Renascentista e não Medieval? – pergunta uma aluna.
– Claro, é um exemplo clássico, o Michelangelo, blablabla..., o homem, blablabla… Convenci?
– Não, por que a noção de PROPORÇÃO aí tá muuuuito errada!
Risos gerais até o final da aula. Busca obstinada de todos os alunos para acharem mais homens e mulheres pelados pelo livro inteiro. A professora, então, resolve colocar mais lenha na fogueira, na tentativa de quebrar um pouco esse tabu da nudez:
– Ah, meninas, é assim mesmo, tem horas que fica pequenininho tem horas que fica grande, ué!

imagem: wikipedia/domínio público
A Martina, de 2 anos, ganhou uma fantasia de uma amiga e, assim que chegou em casa, vestiu e saiu pulando, rodando e cantando pela sala.
Sua mãe, ao ver tanta animação, pergunta:
– Nossa filha, o que será que tem nessa roupa para você ficar assim?
E ela, pulando e rodando mais ainda, responde:
– Ai, mamãe, é que meus sapatos são titantes e esse vestido, você não acredita, é rodante!!!!
Será no dia 26 de maio na Livraria da Vila – Fradique Coutinho, 915. A partir das 18h30.
Nesta primeira edição foram selecionadas 60 historinhas lindamente ilustradas pela artista plástica Julia Borst. Para quem ainda não sabe, o projeto do “Conversas” surgiu no caderno em 2007, foi transformado em Blog em 2010 e selecionado para um livro em parceria com a ComArte/USP em 2011. Demorou mas saiu 🙂 Quero ver todo mundo na livraria!
Rodrigo, com 3 anos e meio, ouviu os tios conversando e começou a repetir dois palavrões: “Talaio” e “Biado”. Mesmo com a família ignorando, tentando mudar o foco, ele ficou por vários dias repetindo em diferentes situações:
– Talaio! Biado! Talaio! Biado!
Tempos depois, sua mãe teve uma ideia e resolveu recorrer a um livro de animais para chamar a atenção de Rodrigo. Folheando as páginas, ela explicou:
– Olha, filho, sabe aquela palavra que você gostou? Tá aqui, ó: ve-a-do, é esse bichinho aqui, viu?
E Rodrigo, bastante interessado, completou:
– Vi, legal, e cadê o Talaio?
Lucas, com três anos, conversando com sua mãe:
– Filho, papai comprou um jogo de talheres para você.
– E como joga, mamãe?
Letícia, com 3 anos e 5 meses, contando para sua mãe como foi o dia na escola:
– Mãe, a Maria Rosa e a Tamar queria me jogar no lixo.
– De verdade filha? Ou elas estavam de brincadeira?
– De verdade mamãe! (Fazendo sim com a cabeça e com os olhos esbugalhados)
– Mas não dá né filha…
E após uma breve reflexão, Letícia concluiu:
– É verdade… presisa amassar, fazer uma bolinha e depois me jogar, né?
O enteado da Manoela, Cauã de 4 anos, quer fazer sempre tudo sozinho. Um dia, quando ele estava colocando leite no copo, seu pai disse:
Olívia, com 5 anos, aprendendo diferentes idiomas:
– Mamãe, ‘mon amour’ é uma vaca falando de amor?