Heitor, com dois anos e meio, passeando com sua mãe em uma praia da Nova Zelândia:
– Heitor, cuidado, não pule em pedras que não conhece. Aqui está sempre molhado e você sabe o que pode acontecer em pedras molhadas?
– Sei.
– O quê?
– Elas secam!
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Histórias de Clarice…
Três!
Difícil malabarismo
Miguel, ainda com 2 anos e 5 meses, pedindo algo bem complicado para sua mãe:
– Mamãe, faz malabarises?
Joaninha geniosa
Sofia, com 3 aninhos, quis passear com sua fantasia de Joaninha. Mas, quando uma senhora na rua disse:
– Que linda Joaninha!
Ela fez questão de explicar, com um pouquinho de braveza:
– Eu não sou uma joaninha, sou um ser-humano!
Linguiças umbilicais
Assim como o Flavio, o Hari – de 3 anos e 9 meses – anda bem observador do que se refere ao universo da gestação e da maternidade ativa. Hoje no supermercado, ele parou intrigado na frente da geladeira de linguiças e perguntou:
– O que é isso, mãe? Placenta?
Miguel, a morte e o sentido da vida
Quando a bisavó do Miguel morreu, ele tinha 3 anos e meio e quis entender melhor tudo o que estava acontecendo conversando com seus pais:
– Por que vocês enterraram a minha bisavó na areia?
– Porque ela morreu, filho.
– E por que ela morreu?
– Porque estava velhinha
– E por que ela tava velhinha?
– Porque nasceu faz tempo.
– E por que ela nasceu?
Diante dos intermináveis porquês, a mãe do Miguel resolveu devolver a pergunta:
– Por que você nasceu, Miguel?
E, animado, ele responde:
– Pá bincá, pá durmi, pá acordá quando tiver de dia!
…………………..
E, já com 4 anos, ele retomou com os pais a conversa sobre a morte e o morrer…
– Todo mundo no mundo inteiro vai morrer, mãe?
– Sim, filho, quando fica velhinho, todo mundo morre.
– Todo mundo mesmo?
– Todo mundo.
– Ahhhh, mas eu sei de uma pessoa que nunca vai morrer.
Nesta hora, a mãe do Miguel pensou que ele iria dizer ele mesmo, ou ela, mas ele logo completou:
– O Papai Noel!
Skype de cristal
Conversa por Skype no intervalo de um jogo da Copa do Mundo:
– Tia, que horas são aí? – pergunta Valentina aqui do Brasil.
– Oito da manhã. E já é quarta feira – responde Maria, lá da Nova Zelândia.
– Nossa, 8 da manhã?!
– É, Valen, aqui eu já estou no futuro…
– Tia, e o Brasil ganhou o jogo aí??
Cinco fases
Assim como a Rita, o João, de quase 7 anos, também se interessa bastante pelos fenômenos da natureza.
Conversando com a sua avó, na volta da escola para casa, ele ouviu:
– Nossa, como a Lua está linda!
E logo concluiu:
– É a Lua cheia, né, vovó?
– Sim, é a Lua cheia. A Lua tem quatro fases e…
– Eu sei! – interrompeu animado e começou a contar nos dedos – Tem a Lua cheia, que é uma bola, a Lua crescente, que é um risquinho para um lado, a Lua minguante, que é um risquinho para o outro lado, a Lua nova, que não parece e… peraí, não são quatro, não, são cinco!
– Não, João, são quatro – explicou sua avó – você já disse o nome de todas, querido.
Mas ele não se conformou e disse com bastante seriedade:
– São cinco, sim, vó, você está esquecendo da Lua de mel!


