Theo, com 3 anos, e suas observações anatômicas e escatológicas:
– Ah, eu já sei para que serve o bulaquinho do nariz?
– Para quê, filho? – pergunta sua mãe
– Para guardar as catotas!
Theo, com 3 anos, e suas observações anatômicas e escatológicas:
– Ah, eu já sei para que serve o bulaquinho do nariz?
– Para quê, filho? – pergunta sua mãe
– Para guardar as catotas!
Theo, continuando suas explorações anatômicas:
– Vamos brincar, pai? – convida o mocinho.
– Theo, o papai não pode brincar agora, porque ele tá com o dente sangrando. – explica sua mãe.
(pausa reflexiva)
– Ô mãe, o dente é feito de osso, osso não sangra!
– Tem razão, mas o dente fica na gengiva e a gengiva dele tá sangrando, porque o dentista mexeu lá e saiu sangue.
(nova pausa)
– E onde fica a gengívia? (coloca a mão) Aqui embaixo dos lábio?
– Filho, não faz assim. Depois você não vai encontrar mais. Cadê? – perguntou sua mãe.
E ele, ainda irritado, respondeu:
– Tá lááááá perto do longe!
No mês passado, percebeu uma bonita relação na fauna que nos rodeia e lançou a ideia:
João, com 5 anos, conversando com seu pai:
– Olha papai, ligar e ligar, é igual!
– Como assim, filho?
– Você fala que vai ligar pra casa e também fala que quer ligar a televisão. É igual mas quer dizer outra coisa. Por que é igual?
– Eita… Eu não sei, mas tem gente que estuda um tempão etimologia, que é pra saber de onde as palavras vêm.
– Ué, não tem que estudar, elas vêm da boca!
Sarah, com 2 anos e meio, conversando com os avós na porta de casa:
-Sarah, olha ali o Seu Montoro – diz a avó apontando para o vizinho que se aproxima.
– É meu! MEU MONTOLO! – briga Sarah.
– Não, Sarah, é “SEU”. Seu Montoro é ele.
– É MEEEEEEEU MONTOLO! – não se conforma a mocinha, que já pode bater um “papo pronominal” com o Theo e com a Marina.
(E daria para ficar discutindo horas de quem é o Montoro).